Governo critica decreto de Emanuel Pinheiro e diz que prefeitura “comete erros”

Emanuel Pinheiro (MDB) decretou toque de recolher e o fechamento de boates e casas de show. Em nota, o governo lamentou

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O governo de Mato Grosso criticou a decisão tomada pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), que anunciou novas medidas mais flexíveis contra a covid-19 na cidade, contrariando decreto estadual.

Mauro Mendes (DEM) ordenou um ‘mini-lockdown’ por 15 dias.

Em nota, o Estado afirma que a prefeitura tem politizado a situação da covid-19.

“Quando Cuiabá registrou o primeiro caso, há exato um ano, a decisão da Prefeitura de Cuiabá foi de fechar tudo e instaurar um lockdown. Agora, com um cenário crítico, a decisão foi flexibilizar”, diz trecho do documento.

De acordo com o boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT), Mato Grosso tem 88% das vagas de UTIs ocupadas.

Até agora o Estado já registrou 253.783 casos e 5.864 óbitos.

“Infelizmente, o prefeito continua cometendo erros, mostrando total despreparo e irresponsabilidade, o que poderá provocar a morte de muitos cuiabanos. Caberá ao Ministério Público e ao Judiciário decidir o que deverá prevalecer na cidade de Cuiabá”, finaliza a nota.

(Foto: Fernanda Camargos)

Decreto Municipal

Ao anunciar as medidas, em live nesta terça-feira (2), Pinheiro afirmou que se tomou a decisão com base no entendimento do STF, que dá autonomia aos municípios sobre o tema.

No decreto, ele determinou toque de recolher pelos próximos 18 dias, entre 23h e 5h e o fechamento de boates e casas de show. Pinheiro encaminhou à Câmara de Vereadores um projeto que prevê aplicação de multa para quem descumprir as normas.

A proposta deve ser votada em regime urgência urgentíssima nesta quarta-feira, em sessão extraordinária. O texto prevê multa entre R$ 3 mil e R$ 60 mil para estabelecimentos que estiverem funcionando de forma divergente às regras de biossegurança.

Durante o anúncio, o prefeito declarou que a prefeitura será firme na decisão e “não vai mais passar a mão na cabeça de empresários”.

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