Fora da disputa ao governo, Edna Sampaio concorre a deputada federal

Direção do PT concentra esforços na campanha de Rosa Neide e Edna concorre como outsider

Edna Sampaio (Foto: Reprodução)

Depois de ter a candidatura ao governo derrubada pela executiva do PT em Mato Grosso, a professora Edna Sampaio é candidata a deputada federal tendo como principais bandeiras a defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há quatro meses, bem como da candidatura dele à Presidência da República. Ela defende também a revogação de leis que alteram as relações trabalhistas.

“Essas leis cassaram os direitos dos trabalhadores”, afirmou a candidata, que pretende fazer uma campanha conectada com as do ex-vereador Lúdio Cabral e do ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Educação (Sintep) Henrique Lopes à Assembleia Legislativa.

Ela havia ficado de fora da lista de candidatos do partido, mas conseguiu autorização da executiva nacional do PT e foi confirmada na disputa pela Câmara Federal. Com isso, o partido terás duas candidatas. A outra é a ex-secretária de Estado de Educação (Seduc) Rosa Neide Sandes.

Confronto com a direção

A candidatura de Edna contraria a direção do PT em Mato Grosso, que tinha decidido centrar esforços na candidatura de Rosa Neide, para elegê-la como sucessora do deputado federal Ságuas Moraes, que decidiu não disputar as eleições deste ano. “O grupo hegemônico pode, sim, priorizar a Rosa Neide, mas não pode passar como um rolo compressor sobre as minorias dentro do PT”, afirmou Edna ao LIVRE.

Apesar de ser próxima da corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), Edna se classifica como uma militante independente. “As pessoas da CNB com as quais me identifico estão fora da direção do partido. Além disso, a CNB é fragmentada em todo o país”, destacou. “Mas o partido está acima disso tudo. O mais importante é o fortalecimento do PT”, completou.

Foto: Assessoria

Aliança com Wellington

Edna Sampaio pretendia concorrer a governadora de Mato Grosso, porém, a executiva estadual decidiu apoiar a candidatura do senador Wellington Fagundes (PR) ao governo, e indicou o professor Gilmar Soares como suplente da candidata a senadora Maria Lúcia Cavalli (PC do B), em convenção no domingo (5).

“Decidimos que precisávamos ocupar esse espaço, apesar do constrangimento com essa aliança”, explicou Edna, referindo-se ao fato de Wellington ter votado a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Roussef (PT). Ela disse não ter preocupações com um eventual mal-estar na coligação. “O mal-estar é próprio da política nesse momento de golpe nos direitos dos trabalhadores e em que o PT enveredou por um caminho que não desejávamos”, afirmou.

Justamente por discordar da aliança, ela insiste na candidatura a deputada. “O mal-estar não pode ser resolvido com abandono do espaço público. Ele não foi causado por nós e não vamos recuar por conta disso. Vamos nos submeter à decisão da maioria do partido de apoiar outro candidato, mas vamos marcar posição”, explicou.

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