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Cidades

Revoltada com apoio a Wellington, pré-candidata do PT recorre à Executiva Nacional

Edna Sampaio
Foto de Camilla Zeni
Camilla Zeni

Colocada inicialmente como pré-candidata ao governo pelo Partido dos Trabalhadores (PT), a professora Edna Sampaio falou em boicote, depois que, na convenção da executiva estadual realizada neste domingo (5), o partido decidiu retirar a candidatura própria e apoiar o pré-candidato ao governo Wellington Fagundes. Ela afirma que já pediu recurso junto à Executiva Nacional.

Edna foi lançada como pré-candidata no final de junho pela militância, mas, na decisão final da executiva, tomada sob intenso debate, sequer teve espaço nas proporcionais. A exclusão de seu nome e de outros pré-candidatos foi considerada arbitrária pela militância, que chegou a classificar a executiva estadual como “golpista”.

Conforme a professora, o partido ficou claramente rachado, o que foi comprovado na votação que, por 9 a 7, definiu a coligação com o senador Fagundes. Sem apoiar o projeto, a militância afirmou que não vai reconhecer o pré-candidato. Disse ainda que já procurou a diretoria nacional para recorrer da decisão estadual.

[featured_paragraph]“Houve um boicote à esse coletivo que representa a defesa à candidatura própria”, disse. “O partido está rachado. Nós vamos recorrer da decisão da executiva estadual em relação à aliança com o senador Wellington. Hoje mesmo já falei com membro da direção nacional e vamos apresentar o recurso”, garantiu.[/featured_paragraph]

Durante a votação na manhã deste domingo, a Executiva estadual não considerou “interessante” converter a pré-candidatura de Edna Sampaio à deputada federal. Isso porque, conforme o presidente do partido, Valdir Barranco, o lançamento de outro nome poderia dividir os votos.

“É uma decisão monocrática, com autoritarismo, que impede e interdita o meu direito de representar aqueles e aquelas que lutaram pela candidatura própria e que querem ser representados nessa discussão das eleições de 2018”, considerou Edna.

Foto: Assessoria

Membros da militância do partido ainda observa que a promessa do pré-candidato Wellington, de abrir espaço no palanque para o candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não deverá se concretizar, uma vez que, nacionalmente, o partido do senador apoia Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência.

“Wellington não vai dar base para Lula, porque ele faz parte da base do presidente Temer. Porque ele defende e atuou ativamente na derrubada da presidenta Dilma, porque ele votou em todas as agendas do Temer”, finalizou.

Apesar da militância, o presidente do partido informou que vai lançar os candidatos do PT na convenção do PR, na qual Wellington Fagundes deve se posicionar oficialmente como candidato ao governo. O evento será realizado às 14 horas.

Até então, o PT lança para as eleições a professora Rosa Neide como única na disputa à vaga de deputada federal, o professor Gilmar Soares como primeiro suplente ao Senado da ex-reitora Maria Lúcia Cavalli Neder (PCdoB), e para deputados estaduais os nomes de Valdir Barranco, Lúdio Cabral, Luís Braz, Kota Cortez, Kaco do CPA e Henrique Lopes, do Sintep.

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