Fechamento ou otimização? Governo pretende desativar escolas e deputados cobram diálogo

Comunidade escolar fala em fechamento, enquanto o governo de Mato Grosso nega. Segundo o Estado, trata-se de remanejamento

Escola Estadual Nilo Póvoas foi fechada em fevereiro de 2020, sob protesto de estudantes (Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Sob o argumento de otimizar recursos, o Governo de Mato Grosso pretende desativar 19 escolas em todo o Estado. A ideia é que as atividades migrem para outras unidades descentralizadas. E o assunto virou uma queda de braço. Quem é contra, fala em fechamento, enquanto o governo nega.

A reportagem do LIVRE já havia solicitado informações à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) sobre a questão.  O órgão, porém, negou a desativação e, por meio de nota, afirmou que se tratava de “uma questão administrativa que visa minimizar a subutilização da rede física das escolas“.

Nesta quarta-feira (25), o secretário estadual de Educação, Alan Porto, participou de uma sessão com deputados estaduais, que cobraram mais explicações sobre as mudanças.

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“O que nós estamos fazendo é um redimensionamento e reordenamento das nossas unidades escolares, que tem como foco uma infraestrutura mais adequada, um Ideb de qualidade e a localização dos nossos alunos”, afirmou Porto.

Entre as 19 escolas estaduais que serão desativadas, duas estão em Cuiabá (Newton Alfredo Aguiar e Fenelon Müller) e três em Várzea Grande (Mercedes Paula Soda, Ernandy Maurício Baracat de Arruda e Miguel Baracat).

Os alunos dessas unidades serão remanejados para outras, localizadas nas proximidades e que, segundo a Seduc, possuem infraestrutura mais adequada.

(Foto: Angelo Varela/ALMT)

Com essas medidas, o governo vai, por exemplo, economizar R$ 14 mil de aluguel de um prédio que não teria condições adequadas para abrigar os alunos. “Isso é um respeito com o dinheiro público”, argumentou o secretário.

Diálogo

Para os deputados, contudo, a situação desrespeita a comunidade escolar.

As escolas estão sendo surpreendidas com os comunicados de que serão fechadas. Não há respeito por parte do governo. O respeito que vocês pedem dos trabalhadores, dos alunos e da comunidade vocês não praticam. Se praticassem, vocês sentariam com todas as comunidades escolares para debater a situação delas e não fizeram isso”, afirmou o deputado Lúdio Cabral (PT).

Lúdio foi o autor do pedido para que Porto fosse até a Assembleia tratar da questão.

A sugestão do deputado é que o governo do Estado suspenda a iniciativa e dialogue com as escolas. Uma audiência pública, com a finalidade de ampliar o debate, deve ser realizada em breve.

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