Fagundes aponta contradição de Taques e diz que base é a mesma de Silval

Pré-candidato da oposição lembra que Lula nomeou tucano como presidente do Banco Central

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O senador e pré-candidato a governador Wellington Fagundes (PR) criticou o que chamou de sectarismo do governador Pedro Taques (PSDB) e lembrou que a base que dá sustentação ao seu governo é a mesma que apoiou o governo de Silval Barbosa (ex-MDB), tão criticado pelo tucano. Ele observou, também, que dentro do governo Taques há pessoas que foram parte do governo passado.

“A base que dá sustentação hoje na assembleia é exatamente a mesma base que deu sustentação no governo passado. Por que é diferente agora e no passado? É a mesma”, ironizou o senador. “No governo do Pedro também tem gente que estava no governo Silval”, disse, em entrevista coletiva nesta segunda-feira (25), antes de palestra do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, pré-candidato do MDB à Presidência da República.

O senador voltou a dizer que, antes mesmo da posse, Taques rejeitou o apoio da bancada federal. “Nem mesmo depois da nossa diplomação, quando o Pedro rejeitou o apoio de toda a bancada de Mato Grosso, deixar de ajudar em Brasília, principalmente em áreas sensíveis, como FEX (Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações), que trouxe mais de R$ 2 bilhões nesse período. Toda a bancada federal sempre se colocou à disposição do atual governador e ele infelizmente não teve essa capacidade e nem vontade de dialogar”, destacou.

Nomeação de políticos

O pré-candidato observou que, no início do governo, Taques deixou os políticos de fora do secretariado. “É esse sectarismo, essa forma que foi o grande problema, a grande falta de gestão que aconteceu no governo do Pedro. Ele acabou excluindo setores da sociedade. A classe política foi totalmente excluída e agora está lá de volta”, disse.

Na posse, em 2015, o governador priorizou o que chamou de “secretariado técnico” e nomeou apenas três políticos no primeiro escalão. No fim de 2016, cedeu e começou a distribuir cargos de secretários para partidos.

Fagundes repetiu o mantra de que “quem ganha a eleição precisa ter mais humildade do que quem perde” e destacou o fato de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter nomeado um deputado federal do PSDB como presidente do Banco Central – Henrique Meirelles, autor da palestra que reuniu a oposição em Mato Grosso nesta segunda.

“O presidente Lula teve a capacidade e humildade de buscar alguém dentro do PSDB. E ele fez um excelente trabalho, levou o país para o desenvolvimento, para o consumo. E agora ele foi convocado novamente pelo presidente Michel Temer [para ser ministro da Fazenda]. E todos sabem que a economia melhorou e está estável. Mas vivemos um momento de instabilidade de expectativas em função principalmente da eleição”, disse.

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