Escolas poderão implantar sistema bilíngue a partir de 2021 em MT

Instituições da rede pública e privada terão regras a serem cumpridas. Mas, você sabe como funciona uma escola bilíngue?

(Foto: Reprodução/Crédito)

Escolas, públicas e particulares, em Mato Grosso ficarão autorizadas a implantar sistema bilíngue de ensino a partir de 2021. A regulamentação está sendo elaborada pelo Conselho Estadual de Educação e deve ser aprovada até dezembro. 

“O sistema bilíngue de ensino é recente, mas não é novo. O plano nacional de educação, de 2012, já prevê esse modelo de ensino. Abrimos consulta pública neste ano para regulamentar o sistema a partir de 2021 em Mato Grosso, porque só agora recebemos demanda”, disse a presidente do conselho, Adriana Tomasoni. 

Cinco escolas privadas procuraram a entidade com pedido de regras para passar a usar uma segunda língua como fonte de rotina nos conteúdos de aula. Num sistema bilíngue, os alunos têm convivência de imersão em outro idioma como parte da aprendizagem. 

A professa Adriana Tomasoni explica que a segunda língua deixa de ser estrangeira para fazer parte do cotidiano dos estudantes, com aplicação em outras áreas que não sejam somente nas aulas de língua. 

“Esse modelo não usa outro idioma apenas como componente curricular: em tal dia, por tantas horas haverá aula de inglês, por exemplo. Esse tipo de conteúdo continua a ser dado, mas a língua escolhida pelas escolhas passa a ser equivalente ao português na escola”, disse. 

Esse tipo de atividade é exigido atualmente, na grande maioria, nos cursos de especialização em pós-graduação. O estudante fica obrigado a saber uma segunda língua como critério de conclusão de curso e convivência com material múltiplo. 

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Qualidade 

O Conselho Estadual de Educação disponibilizou no site oficial a minuta da proposta de regulamentação do sistema bilíngue em Mato Grosso. O texto é acompanhado pela aceitação de melhoria nas regras via consulta pública. 

A minuta não traz obrigação de adoção de uma língua como critério. O idioma que fará parte das atividades escolares será escolhido por cada instituição. Mas, para isso terá que ser apresentado alguns níveis de qualidade do ensino. 

“A escola precisará ter convênio uma agência de qualificação do idioma, com pessoas que têm esse idioma como língua-mãe, os professores vão precisar estar qualificados também nesse idioma, além da avaliação da estrutura da escola”, afirma Adriana Tomasoni. 

O modelo ficará disponível para escolas públicas e privadas, com responsabilidade das secretarias de educação e os proprietários decidirem a oferta. 

Conforme o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso (Sinepe), a língua inglesa está presente na grade curricular de 90% das escolas com adoção de ensino de idioma; a língua espanhola cobre os outros 10%, sempre com aplicação de conteúdo básico. 

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