Criança indígena resgatada após ser enterrada viva não voltará para a família

A recém-nascida resgatada por policiais na noite dessa terça-feira (05), depois de ter sido enterrada viva pela avó, não voltará para a família. O Conselho Tutelar do município de Canarana (837 km de Cuiabá) está acompanhando o caso.

A conselheira tutelar de Canarana, Jordilene Lopes, informou por meio da assessoria que uma equipe do Conselho está em diligência para a cidade de Água Boa (741 km de Cuiabá), onde a bebê encontra-se em observação no hospital local.

Apesar do susto, a recém-nascida passa bem, somente com uma deficiência respiratória leve e, segundo a Polícia Civil, com traumatismo craniano. Ela está sob a tutela do Estado, por meio do Conselho Tutelar, que vai resguardar a integridade da menor e garantir o acolhimento humanizado.

A Polícia Judiciária Civil de Canarana deu início à investigação para apurar a ocorrência. Segundo a PJC, conduzidas à delegacia para esclarecimentos, a mãe, de 15 anos, e a avó da bebê contaram que a adolescente sentiu fortes dores (contrações) e foi ao banheiro sozinha, momento em que deu à luz a menina. Ao nascer, a criança teria batido a cabeça no vaso sanitário, ocasionando sangramento.

Os investigadores ainda trabalham com a possibilidade da participação de uma terceira pessoa, a bisavó, que seria a responsável pelo enterro da criança. A investigada será ouvida tão logo localizada pela Polícia Civil.

De acordo com o delegado Deuel Paixão de Santana, a Polícia Civil investiga todas as hipóteses para o caso, mas segue com enfoque em duas linhas de investigação. A primeira avalia o contexto cultural de algumas etnias indígenas da região do Xingu, que têm por costume enterrar bebês por razões diversas, como deficiências físicas, precocidade na idade da mãe, contexto familiar, etc. A PJC também avalia a possibilidade de a família ter acreditado que a criança estivesse morta e, por isso, realizado o “sepultamento”.

O Conselho Estadual de Direitos da Criança e Adolescente (Cedca), vinculado à Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas-MT), irá acompanhar o caso.

O caso

Policiais civis e militares, depois de receberem uma denúncia de que uma bebê indígena havia sido enterrada pelos familiares, foram até o local e conseguiram salvar a criança ainda viva.

Os policiais gravaram um vídeo emocionante que mostra o momento em que a recém nascida foi desenterrada (veja abaixo). O caso aconteceu nessa terça-feira (05) e a criança ficou cerca de sete horas enterrada.

Os policiais foram surpreendidos e se emocionaram ao ouvir o choro do bebê quando começaram a cavar o buraco. Veja o vídeo:

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3 COMENTÁRIOS

  1. Milagre existe e isso demonstra que a vida é mais forte que a morte! O que necessita esse grupo é ser acompanhado e transmitido consciência para o valor da vida. É muito estranho tudo isso porque os indígenas são pessoas que cultivam muitos valores. Outra hipótese pode ser falta de perspectivas para o futuro do g e upo indígena… Somos responsáveis também.

  2. Puxa, os antropólogos do PT estão irritadíssimos com toda esta ação de salvamento da bebê. Para eles, a atitude das índias estava correta. Claro que não fariam isso com os próprios filhos…

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