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Combustíveis podem começar a faltar a partir desta sexta em Mato Grosso

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Karina Cabral

A partir desta sexta-feira (25), motoristas de todo o Mato Grosso poderão começar a sofrer com a falta de combustível nos postos. Com a greve dos caminhoneiros, os distribuidores de combustíveis não estão carregando os caminhões, o que faz com que os postos não estejam recebendo novos estoques.

O diretor-executivo do Sindalcool (Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras do Estado de Mato Grosso), Jorge dos Santos, disse ao LIVRE que a possibilidade de faltar combustível existe.

“Nós, distribuidores, temos o produto, não há nenhum problema quanto a isso, como nunca teve. Mas estamos preocupados também, porque se não houver o transporte do produto, nós também temos que parar, porque não temos lugar para estocar tanto combustível”, disse Jorge.

Segundo o diretor, a preocupação existe porque os estoques dos distribuidores são finitos e, sem ter onde estocar, eles precisarão também parar de produzir.

“Então tende a faltar, porque o consumo continua, os carros continuam andando e não há reposição de estoque”, afirmou.

Em Sinop (480 km de Cuiabá), os motoristas já lotaram os postos desde a noite dessa quarta-feira (23). A notícia sobre a possível falta de combustível transformou as ruas próximas a postos em longas filas de carros.

Em Jaciara (146 km de Cuiabá) e em Sorriso (397 km da Capital), os motoristas já estão sofrendo com a falta de combustível nos postos.

A greve dos caminhoneiros teve início na segunda-feira (21), com diversos bloqueios nas estradas de todo Brasil. Carros de passeio, caminhões com produtos perecíveis, ou cargas vivas, e ambulâncias tem passagem liberada. Até a noite dessa quarta-feira (23), as estradas de Mato Grosso tinham 21 pontos de bloqueio.

O presidente do Movimento de Transportadores da Granel, Gilson Baitaca, disse que cerca de 80% dos caminhoneiros já aderiram ao movimento. Os organizadores dos protestos estão pedindo apoio da população e convocando a todos para não abastecer nessa quinta-feira (24).

Entre as reinvindicações estão a redução da carga tributária sobre o diesel, zeragem da alíquota de PIS/Pasep, Cofins e a isenção da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide).

O aumento no diesel é resultado da nova política de preços da Petrobras, que repassa para os combustíveis a variação da cotação do petróleo no mercado internacional para cima ou para baixo. Nos últimos meses, porém, o petróleo tem apresentado forte alta – no domingo, chegou a bater na casa dos US$ 80 o barril, valor que não registrava desde novembro de 2014.

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