Caso Isabele: defesa contesta afirmações de que tiro teria sido intencional

Advogado da família Cestari, Ulisses Rabaneda afirma que laudo confirmou exatamente o que a autora do tiro disse em depoimento

A família Cestari se pronunciou nessa terça-feira (12), por meio do advogado Ulisses Rabaneda, após o laudo pericial da morte da adolescente Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, morta na mansão da família há um mês, ser divulgado.

Em nota, a defesa da adolescente que segurava a arma que matou a melhor amiga contestou as afirmações de que o laudo de local de fato apontaria para um tiro intencional.

“O laudo de local de fato apenas afirmou, com base em literatura sobre o tema, que o conceito de ‘disparo acidental’ é aquele que decorre da deflagração de projétil sem
acionamento do gatilho. No caso, concluiu o laudo que o gatilho foi acionado, fato admitido por B. de O. C. em seu depoimento ainda no liminar das investigações“, diz trecho da nota.

No laudo, ao qual o LIVRE teve acesso, de fato, consta trecho do depoimento da adolescente, que diz: “perguntado à declarante se lembra se acionou o gatilho da arma quando a pegou do chão, afirma que não se recorda, mas acredita que possa ter apertado”.

Outro ponto destacado pela defesa é que a pequena distância do tiro, disparado de maneira frontal, apontada pelo laudo, também confirma o depoimento da adolescente. Ela disse que Isabele foi atingida quando ela bateu na porta do banheiro do quarto, havendo uma pequena distância entre as duas.

Rabaneda citou ainda que nunca foi cogitado pela adolescente e pela família Cestari que a arma tivesse disparado no momento da queda da case, mas sim quando a adolescente já estava quase completamente em pé, tentando guardar a arma.

“Exatamente por esta razão o laudo de balística afirma que ‘o termo de declarações não cita que a arma AFQ1 [arma do crime] produziu tiro em decorrência da queda”, disse o advogado em nota.

Ulisses Rabaneda disse também que a defesa ainda está analisando os laudos e pedirá esclarecimentos, caso encontre alguma imprecisão.

Ele divulgou que a análise pericial dos celulares dos envolvidos foi entregue também nessa terça-feira (11) e apontou que as duas adolescentes tinham boa relação e atestou que “não foi localizado dados referentes a qualquer intriga ou desavença” entre as duas.

Por fim, o advogado criticou o vazamento de dados da investigação, dizendo que isso tem servido apenas para “direcionar a opinião pública a cogitar uma versão distorcida dos fatos em apuração”.

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