Ex-procuradora atropela gari e ele perde uma das pernas; veja vídeo

O acidente aconteceu no Centro de Cuiabá e o bafômetro apontou que a motorista estava alcoolizada

Uma procuradora do Estado de Mato Grosso aposentada atropelou um gari em serviço na madrugada desta terça-feira (20), na Avenida Getúlio Vargas, no Centro de Cuiabá. A motorista estava alcoolizada no momento do acidente.

Conforme informações da Polícia Civil, o caminhão de coleta de lixo estava parado na faixa esquerda da avenida, quando L.S.F., que trafegava com um Jeep Renegade na faixa central da via, colidiu na traseira do caminhão.

A batida foi tão forte que a frente do veículo de luxo ficou destruída e o gari teve parte de sua perna esquerda arrancada.

Em um vídeo gravado por uma testemunha, a procuradora aposentada aparece sentada no banco traseiro do veículo, enquanto o gari está deitado no chão. A testemunha diz no vídeo que o gari está desacordado, porém, a vítima chega a falar: “o que está acontecendo comigo?” Veja:

Uma equipe da Delegacia Especializada em Delitos de Trânsito (Deletran) foi acionada e realizou o teste do bafômetro na motorista que causou o acidente e no motorista do caminhão de lixo. O do trabalhador deu resultado 0,00 mg/L e, o da condutora do Jeep, 0,66 mg/L.

Com a comprovação de que ela estava alcoolizada, os policiais civis encaminharam a mulher para o Cisc Verdão, onde ela foi apresentada ao delegado de plantão. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também foi acionada.

O gari atingido foi identificado como Darliney Silva Madaleno, 41 anos. Ele foi encaminhado ao Pronto Socorro de Cuiabá bastante machucado. O gerente da empresa de coleta informou à Polícia Civil que a equipe médica que atendeu Darliney disse que seria necessária a amputação da perna esquerda do trabalhador.

Em nota, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, lamentou o acidente e afirmou que a prefeitura está acompanhando o caso de perto. Veja nota completa:

É com muita tristeza que informo sobre um grave acidente que aconteceu essa madrugada em Cuiabá. Uma pessoa completamente alcoolizada atropelou o trabalhador Darliney Silva Madaleno, de 41 anos, o Ney. Darliney é gari da empresa terceirizada Locar e, no momento do acidente, estava exercendo sua função. Ele foi atropelado e se encontra nesse momento na sala de cirurgia para a amputação de uma das pernas, procedimento que deverá durar cerca de oito horas. É com grande dor que digo isso e quero me solidarizar com a família. A Prefeitura de Cuiabá está acompanhando de perto o atendimento de Ney por meio do secretário de Serviços Urbanos, José Roberto Stopa, que se encontra no Pronto-Socorro tomando as providências. Nós, da Prefeitura de Cuiabá, nos colocamos à disposição da família para qualquer ajuda necessária“.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Que veículo de imprensa mala é OLIVEIRA, porque é membro do Judiciário só coloca as letras do nome se é um de nós é execrado isso que é imprensa “livre” que vive de verbas públicas que se vende aos fascistas.

    • Buscamos agir sempre de maneira equilibrada. Não temos certeza sobre as circunstâncias do acidente. Temos fortes indícios, mas não estávamos lá. Colocar o nome do suspeito na primeira matéria é fazer o julgamento público. Não cabe à imprensa fazer este tipo de julgamento. Cabe à imprensa cobrar da polícia e da Justiça que façam o seu trabalho. Ademais, ela está presa. Ou seja, a polícia sabe o nome dela e ela não está foragida. Se for o caso, em uma próxima matéria, sobre a audiência de custódia da ex-servidora pública, vamos colocar o nome. O LIVRE costuma agir da mesma maneira, com cautela, em todos os casos relatados em boletins de ocorrência. Outros veículos de comunicação costumam divulgar nomes de suspeitos apenas com a versão da polícia ou divulgam casos de suicídio, o que é uma irresponsabilidade. Essa não é uma prática que condiz com a linha editorial de nosso site. Agradecemos sua compreensão.

    • Buscamos agir sempre de maneira equilibrada. Não temos certeza sobre as circunstâncias do acidente. Temos fortes indícios, mas não estávamos lá. Colocar o nome do suspeito na primeira matéria é fazer o julgamento público. Não cabe à imprensa fazer este tipo de julgamento. Cabe à imprensa cobrar da polícia e da Justiça que façam o seu trabalho. Ademais, ela está presa. Ou seja, a polícia sabe o nome dela e ela não está foragida. Se for o caso, em uma próxima matéria, sobre a audiência de custódia da ex-servidora pública, vamos colocar o nome. O LIVRE costuma agir da mesma maneira, com cautela, em todos os casos relatados em boletins de ocorrência. Outros veículos de comunicação costumam divulgar nomes de suspeitos apenas com a versão da polícia ou divulgam casos de suicídio, o que é uma irresponsabilidade. Essa não é uma prática que condiz com a linha editorial de nosso site. Agradecemos sua compreensão.

      Mais tarde, publicamos esta matéria, em qual, como prometemos, consta o nome da motorista: https://olivre.com.br/delegado-nao-arbitra-fianca-e-procuradora-aposentada-e-encaminhada-para-audiencia/

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