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Justiça

Suspeito de envolvimento em “salve” que matou uma pessoa é mantido preso

Foto de Natália Araújo
Natália Araújo

O juiz Flávio Miraglia Fernandes, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, manteve a prisão de Bruno Roberto da Silva Martins, apontado como um dos envolvidos no “salve” que resultou na morte de Felippe Fernandes Rodrigues da Silva, de 21 anos.

O rapaz foi morto em setembro deste ano, a mando do Comando Vermelho. A motivação foi a suspeita de Felippe ser o responsável por um estupro ocorrido dias antes.

Na decisão judicial, o magistrado lembra que Bruno foi preso junto com Jorge Fernando Rodrigues de Lima, em flagrante, encontrados devido ao monitoramento da tornozeleira eletrônica. Os dois negaram a participação no crime de homicídio e também a integração de organização criminosa.

“Portanto, nota-se que a prisão preventiva foi decretada para o resguardo da ordem pública, vez que mesmo fazendo uso de tornozeleira eletrônica, Bruno Roberto teve seu nome envolvido em crimes que envolvem a facção criminosa”, frisou o magistrado. “Assim sendo, considerando o recebimento da denúncia que informa a existência de organização criminosa, bem como os elementos que decretaram a prisão preventiva ainda persistem, mantenho a segregação cautelar de Bruno Roberto nos exatos termos em que fora decretada”, complementou.

A decisão foi divulgada no Diário de Justiça Eletrônico desta quinta-feira (26).

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A denúncia

Felippe foi morto após adolescente denunciar ao Comando Vermelho que teria sido estuprada pelo jovem (Foto: Rede social)

O Ministério Público Estadual (MPE) denunciou Bruno Roberto e Jorge Fernando por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, concurso de pessoas e também por integrarem organização criminosa.

Conforme a Promotoria, em 16 de setembro, Felippe foi espancando por mais de uma hora. Por volta da meia noite, nas imediações da estrada do Cinturão Verde, Bruno Roberto e Jorge Fernando, junto com outros envolvidos ainda não identificados, realizaram disparos contra o jovem. O rapaz não resistiu e morreu no local.

A denúncia pontua ainda que a vítima e outro rapaz, G.O.A., foram presos em flagrante por terem suspostamente estuprado a adolescente R. Porém, durante a audiência de custódia, os dois foram soltos, mas sob monitoramento eletrônico.

A liberação deixou a jovem insatisfeita, então, ela “procurou os integrantes da organização criminosa denominada comando vermelho e solicitou aos criminosos providências com relação aos autores do crime contra a liberdade sexual”, diz trecho da denúncia.

O MPE pontua ainda que, horas antes de desaparecer e ser morto, Felippe esteve na polícia e registrou um boletim de ocorrência, afirmando que G. havia lhe dito que o Comando Vermelho pretendia assassiná-lo, por conta da denúncia feita pela adolescente.

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