Sem covid, idoso não consegue UTI, mesmo com liminar

Morador de Juara aguarda desde sexta-feira uma transferência. Informação oficial é que não existem leitos vagos em Mato Grosso

(Foto: Mayko Toscano/ Secom-MT)

Um idoso de 73 anos, morador de Juara (700 km de Cuiabá), aguarda ser transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) há mais de uma semana. Na última sexta-feira (15), uma decisão liminar, determinando a transferência, foi proferida pela Justiça. Mesmo assim, a informação oficial é de que não existem leitos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Um dia antes, o governo de Mato Grosso inaugurou a nova ala do Hospital Metropolitano, localizado em Várzea Grande. Nela, 210 leitos – sendo 30 de UTI – estão reservados exclusivamente para pacientes infectados com o novo coronavírus.

De acordo com a Defensoria Pública de Mato Grosso, o idoso de Juara se chama José Aldeito da Silva. Ele foi internado no hospital municipal no dia 10 de maio com uma forte dor abdominal.

Os médicos que o atenderam diagnosticaram um quadro grave de infecção urinária, com um aneurisma em uma artéria. Atestaram, então, a necessidade de uma cirurgia vascular de urgência. Caso contrário, ele pode morrer.

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Carolina Giordano é a defensora pública que atua no caso. Segundo ela, a liminar beneficiando José Aldeito foi proferida pelo juiz plantonista Wladys do Amaral, da Vara Especializada em Saúde – também localizada em Várzea Grande.

O magistrado deu prazo de 12 horas para a transferência e determinou, inclusive, que fosse feito uso da UTI aérea do governo de Mato Grosso, caso necessário. O juiz ainda estabeleceu uma multa diária de R$ 1 mil para o caso de a decisão não ser cumprida.

Até o início da tarde de domingo (17), todavia, tanto o governo do Estado quanto a Prefeitura de Juara afirmavam não ter encontrado uma vaga de UTI disponível pelo SUS.

O que diz o governo de MT?

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que a equipe de regulação do SUS em Mato Grosso está “absolutamente empenhada” na transferência de José Aldeito e que “espera realizar a remoção brevemente”.

A reportagem do LIVRE perguntou se a transferência não poderia ser feita para o Hospital Metropolitano. A reposta do governo foi que o paciente precisa de um “hospital de referência em procedimento vascular, tendo em vista as necessidades do quadro específico”.

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