Projeto Ubuntu leva serviços gratuitos de saúde a moradores do Novo Colorado neste sábado

O Projeto Ubuntu, que há dois anos oferece aulas de Jiu-Jitsu a crianças carentes no Bairro Novo Colorado, em Cuiabá, realiza neste sábado (13) uma ação solidária que oferecerá serviços de saúde, beleza e advocatícios gratuitos à comunidade.

Está é a segunda vez que os voluntários do projeto realizam um mutirão de assistência à comunidade do Bairro Novo Colorado. Neste sábado, os moradores poderão ter atendimentos de médicos, dentistas, nutricionistas, psicólogos, advogados, fisioterapeutas e cabeleireiros, tudo sem pagar nada.

“A ideia nesse dia é fazer uma triagem de prevenção e conscientização, ver quem realmente precisa de cuidados e depois ir acompanhando cada caso que seja mais urgente”, disse o criador do Ubuntu, Lukas Andrade Ferreira, 31 anos.

A ação será aberta a toda comunidade e terá início às 8 horas deste sábado. Para mais informações, os voluntários disponibilizaram o número (65) 99265-0404. O convite é aberto à comunidade e também para profissionais que desejem ser voluntários.

No último mutirão, mais de 100 pessoas foram atendidas e, desta vez, os voluntários esperam que ao menos o dobro de pessoas participe.

Projeto Ubuntu

Atleta profissional de Jiu-jitsu, Lukas Andrade Ferreira criou o projeto Ubuntu no dia 22 de agosto de 2016, visando atender crianças carentes em zona de risco, levando a fé e o Jiu-Jitsu como ferramentas de transformação social.

As crianças, com idade entre três e 15 anos, participam de aulas de Jiu-Jitsu todos os sábados, das 09 às 11 horas, e, depois, recebem um lanche. No início do projeto, que não possui ajuda de empresas, ou governo, também eram oferecidas aulas de música (violão e teclado), mas, por falta de voluntários, foram interrompidas.

Atualmente, o projeto conta com a participação de cerca de 55 crianças e está se tornando uma instituição filantrópica oficializada.

“A nossa finalidade é unir as forças de trabalho da sociedade para dar a essas crianças o melhor para a formação integral delas, extrair o potencial máximo de cada uma delas para que sejam luz e ajuda aonde forem”, contou Lukas.

Para participar do projeto, basta a criança ter uma autorização escrita pelos pais. Conforme elas vão participando das aulas sem faltar e se comportando e mantendo boas notas na escola, elas ganham um quimono gratuito, para se dedicarem ainda mais ao Jiu-jitsu.

“Uma mãe que estiver lendo a matéria e quiser que o filho participe, é só entrar em contato com a gente pelo telefone (65) 99265-0404, ou comparecer diretamente no projeto para a gente entregar a autorização para que ela possa assinar”, orientou Lukas.

O idealizador do projeto sonha em ampliá-lo, voltando com as aulas de música durante a semana, iniciando aulas de inglês e espanhol para crianças e realizando, uma vez por mês, uma oficina apresentando profissões para as crianças da comunidade.

Para isso, e também para poder oferecer as aulas de jiu-jitsu em outros dias da semana, Lukas Andrade está em busca de novos voluntários, que queiram dedicar um pouco do seu tempo às crianças da comunidade.

O projeto acontece na Rua Frei Querino, nº 192, no Bairro Novo Colorado, em Cuiabá.

Ubuntu

Ubuntu é uma palavra de origem africana, que não tem tradução para nenhuma língua e é usado como filosofia para demonstrar que ninguém é alguém sem outro alguém, e que só podemos ser completos quando ajudamos a completar a vida de todos que nos cercam, pois minha atitude positiva ou negativa afeta diretamente todos ao meu redor, inclusive eu mesmo. Então, “Ubuntu” seria “sou quem sou, porque somos todos nós”.

“Eu entendi bem esse conceito quando ouvi essa história: ‘Um antropólogo foi em uma tribo e colocou um cesto cheio de doces embaixo de uma árvore, juntou todas as crianças da tribo e falou para elas que fizessem uma linha e ficassem atrás dela e quem corresse mais rápido até o cesto, levaria ele todo. Ao dar o sinal para as crianças correrem, ele notou que todas deram as mãos e foram correndo até o cesto e, chegando nele, dividiram os doces entre si. E uma delas falou para o antropólogo: ‘Ubuntu, tio’.  Ele perguntou o que era e ela falou: ‘o que adiantaria se uma só criança ficasse feliz, se todas as outras ficariam tristes. Por isso nós demos as mãos e agora todos nós estamos felizes’”, contou Lukas.

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