Pai é acusado de estuprar a filha e mandá-la dizer que caiu de bicicleta

O padrasto da menina também foi acusado de estuprá-la; agora a polícia investigará se houve abuso e quem foi o abusador

Imagem ilustrativa

Um pai de 43 anos foi acusado de estuprar a própria filha, de cinco anos, e mandá-la dizer que machucou o órgão genital ao cair de bicicleta.

Esta foi uma denúncia recebida pelo Conselho Tutelar. O CRAS, porém, recebeu a denúncia de que o abusador seria o padrasto dela. Ambas as denúncias foram recebidas no mesmo dia, nessa quarta-feira (4).

A criança mora com o pai no Bairro Santa Laura, em Cuiabá.

Denúncia contra o pai

O Conselho Tutelar ficou sabendo do suposto abuso por uma denúncia via telefone, em que o denunciante dizia que a menina, que mora com o pai após a separação do casal, teria sido abusada há aproximadamente 15 dias.

A pessoa disse, ainda, que a criança teria ficado com o órgão genital inchado e teria sujado um lençol.

O pai, então, teria orientado ela a dizer que caiu da bicicleta, quando lhe fosse perguntado o motivo de ter machucado.

Um conselheiro tutelar procurou a avó materna da menina e a questionou sobre a denúncia. Ela disse que a criança realmente chegou em casa dizendo que havia caído de bicicleta e batido o órgão genital contra o banco.

Mas que ela havia dado banho na menina e não encontrado nada de errado e, por isso, não a levou ao médico.

A mãe, por sua vez, disse que a filha mais velha a informou que o Conselho Tutelar estava na casa da avó e ela ligou imediatamente para o ex-marido e perguntou se ele havia feito algo com a filha.

O ex-marido respondeu que jamais faria algo com a filha, pois ela é a única coisa que ele tem na vida.

Denúncia contra o padrasto

O Conselho Tutelar recebeu, porém, um ofício do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) do Osmar Cabral, também dessa quarta-feira (4), afirmando que a menina havia sido abusada sexualmente pelo padrasto.

O denunciante, inclusive, afirmou que a família já era acompanhada pelo Conselho Tutelar.

O caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (DEDDICA), com pai e padrasto como suspeito.

Agora, a polícia investigará se houve o abuso e quem seria o culpado.

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