Opções para não usar cartão de crédito em compras online

Quem não tem um cartão de crédito ou não quer usá-lo em sites por questões de segurança pode sofrer um pouco. Afinal, este é o método mais utilizado pelos brasileiros, disparado. Segundo pesquisa da Boa Vista, o cartão é escolhido por 71% dos compradores online, contra 13% do débito em conta e 12% do boleto.

Entretanto, há que se questionar: muitas lojas online e comércios de todo tipo só aceitam cartões. São raros os negócios que se orgulham de oferecer diversos métodos, como os sites de cassinos online fazem. E eles estão certos: nem todos os brasileiros têm cartão. E mesmo que a quantidade seja enorme, ele não é o método mais seguro e o limite pode ser utilizado para outras coisas. 

Quais são as outras opções possíveis, portanto? 

Carteiras eletrônicas

As e-wallets, traduzidas para carteiras eletrônicas no Brasil, já existem há um bom tempo. O PayPal, mesmo, é maior de idade, com duas décadas de existência. E sem dúvidas é a e-wallet mais conhecida: entretanto, são poucas lojas grandes no Brasil que aceitam como método de pagamento.  

Por exemplo, o Uber aceita PayPal e poder escolher esse método é interessante. A plataforma é bastante segura e seus dados não estão tão expostos: ao cadastrar o PayPal você só informa seu email, mesmo que no PayPal esteja cadastro seu cartão e dele saia o pagamento.

Vamos imaginar que você está comprando algo em uma loja pouco conhecida. Informando o PayPal, apenas seu email será “exposto”. Agora, se você paga com cartão, terá que informar o número, código de segurança, nome do cartão e validade. É outro nível de exposição.

Além do PayPal há muitas outras opções, como Neteller, Skrill, AstroPay e outras empresas que inclusive geram cartões pré-pagos de bandeiras Visa e Mastercard. Vale a pena conhecer.

Boleto bancário

Já citamos o boleto e ele vale a repetição. Um sinal positivo sobre como o boleto é bem aceito é que os cassinos online começaram em peso a aceitar boletos pela sua segurança e comodidade. 

Falando na proteção, o boleto até exige a informação do CPF e nome completo, mas ele só será “cobrado” depois de uma ação afirmativa do dono. O que isso quer dizer? Com os dados de um cartão de crédito é possível limpar uma conta. Com um boleto não, já que ele tem um valor limite e não está conectado a uma conta. Para pagá-lo é preciso separar esse dinheiro e passar o código de barras.

O boleto também é acessível. Não é preciso ter cartão ou sequer conta em um banco, podendo pagar em uma lotérica ou em um caixa eletrônico.

Cartões pré-pagos ou online

Os cartões não são de todo inúteis, só é preciso tomar certos cuidados a mais. As bandeiras, atentas a isso, facilitaram a vida dos usuários. Hoje é possível ter cartões pré-pagos, que são carregados com um certo montante e assim, muito mais seguros.

Outra inovação são os cartões online, uma bela sacada. Com eles você ganha um número e código de segurança para cada compra e eles são carregados com o montante exato daquela aquisição. Ou seja, se os dados vazam, de nada adianta porque ele é descartável. 

Com esses dois cartões fica eliminado o medo que alguém pode pegar seu cartão e fazer a festa até bater no limite. Mesmo com toda a segurança dos cartões atuais, eliminar um perigo é sempre melhor do que limitá-lo.

Agora cabe aos comerciantes ficarem espertos

As inovações nos métodos de pagamento estão aí, cabe aos comerciantes manterem-se atualizados e sair da zona de conforto. O exemplo de startups, empresas de iGaming e de tecnologia no geral está aí: além dos métodos citados aqui, também são aceitos pagamentos por código e até criptomoedas que passaram a ser aceitas inclusive por sites de cassino e apostas.

Oferecer muitos métodos de pagamento não precisa ser algo fora do comum, afinal é uma questão de segurança e incluir todo tipo de cliente, não só quem tem um cartão com grande limite para gastar. 

Afinal, mercado para crescer não falta. Só em 2020, apesar de todos os problemas, as plataformas de ecommerce faturaram 22,9 bilhões nos primeiros quatro meses do ano. Sempre estar atrás de novas formas de vender mais precisa ser o objetivo principal dos comerciantes.

 

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