Oito são condenados por vender defensivos adulterados para produtores de MT

Produtos eram comprados no Paraguai e misturados com inseticidas; delação ajudou na condenação

Oito pessoas foram condenadas pela Justiça Federal em Sinop (MT) por importar, vender e adulterar defensivos agrícolas em Mato Grosso. Além disso, a Justiça também reconheceu a prática de organização criminosa, lavagem de dinheiro e posse ilegal de arma de fogo.

O grupo foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF), com base Operação Terra Envenenada, de junho de 2018.

Segundo o MPF, os produtos eram comprados no Paraguai, sendo que alguns tinham origem chinesa, e entravam no Brasil sem registro. Depois, os defensivos eram levados ao norte de Mato Grosso, onde o esquema acontecida. O MPF registrou que até agentes públicos participavam do esquema, liberando a passagem do produto.

A adulteração do defensivo acontecia quando os criminosos misturavam outros agrotóxicos ou inseticidas de preço baixo junto ao produto. O objetivo era dar volume e, assim, o produto era revendido por valores altíssimos.

De acordo com as investigações, os pagamentos eram garantidos por meio de ameaças e coações.

A lavagem do dinheiro ilício era feita também com o trabalho em outros serviços, como garagens de venda de veículos e fazendas. No entanto, a vida que os criminosos levavam, esbanjando luxo, era incompatível com os ganhos declarados.

Além disso, eles usavam contas e cheques de laranjas, assim como de agiotas, e compravam imóveis para lavar o dinheiro.

O esquema foi descortinado, porém, com a delação premiada de um dos investigados, que sustentou a denúncia e resultou na condenação dos demais membros do grupo. E ainda, os agentes do MPF acompanharam a rota da organização criminosa.

Na decisão, a Justiça Federal também decretou o perdimento de todos os bens dos oito condenados que foram adquiridos depois do início do esquema.

(Com assessoria)

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