Naco denuncia novamente deputado e mais 18 por crimes em licitação de transporte

Naco diz que grupo com suposta participação de Dilmar Dal Bosco teria comprado decreto estadual e fraudado estudo sobre transporte

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) denunciou novamente investigados na Operação Rota Final por suposto cartel em licitação de transporte intermunicipal em Mato Grosso. 

A denúncia foi protocolada nessa terça-feira (20) pelo coordenador do Naco, procurador de Justiça Domingos Sávio. O núcleo é o responsável pela investigação de agentes públicos com foro privilegiado, que é o caso de políticos. 

O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), é investigado no processo. Além dele, o ex-deputado estadual Pedro Satélite, ligado à empresa Satélite Transporte. Ambos e mais 17 pessoas são citados na nova denúncia. 

Crimes em inquérito

Conforme a denúncia do MP, 19 pessoas agiram para a compra de decreto estadual que prorrogava as concessões de transporte coletivo intermunicipal até 2031. 

“As empresas ligadas ao grupo ofereceram e, efetivamente, concederam vantagens indevidas a dois deputados estaduais que eram relator e presidente da Comissão Especial de Transportes da ALMT, utilizando-se, inclusive, de outras pessoas (físicas e jurídicas) para repassarem, sub-repticiamente, ‘dinheiro sujo’, ‘propina’ para diretor da Ager”, afirmou o procurador 

A organização também teria usado terceiros para ajuizar ações para “frear” o procedimento licitatório. Além disso teriam produziram estudos com dados fraudados para tentarem demonstrar a inviabilidade do novo setor de concessão de exploração de transporte intermunicipal.

Primeira denúncia

Todos já haviam denunciados antes pela mesma operação e o Ministério Público de Mato Grosso (MPE) pediu apreensão de bens para a restituição de supostos desvios de dinheiro via licitação da Secretária de Infraestrutura (Sinfra) e da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager). 

O inquérito do Ministério Público cita indícios dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação do setor de transporte rodoviário intermunicipal. 

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