MT chama a atenção de embaixador por fiscalização a atos ambientais criminosos

Embaixador dos Estados Unidos, Todd Chapman, diz que modelo adotado pelo Estado deve ser reproduzido no país para combater ilegalidade

(Foto: Válter Campanato/ABr)

Mato Grosso continua um Estado marcado pela imagem de desmatamento e queimadas florestais, mas parece haver sinais de que está conseguindo inverter o quadro. Ao menos, essa é a opinião do embaixador norte-americano no Brasil, Todd Chapman. 

Na semana da Cúpula do Clima, sediada por Paris, Chapman procurou o governo do Estado para saber as estratégias adotadas para o combate ao desmatamento e à queimada ilegal. A novidade seriam as ações de vigilância adotadas que ajudam a rastrear o início de focos de calor e derrubada. 

“O que eu tenho ouvido sobre Mato Grosso é que vocês têm um sistema, uma maneira tecnológica de saber quando e onde estão começando as queimadas ilegais, e entrar em contato com os proprietários dessas áreas. Muitos estão querendo repetir esse sistema”, afirmou Chapman. 

A ferramenta administrada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) foi implantada em 2019, ano da crise mundial sobre o fogo que consumiu grande parte da Floresta Amazônica. Conforme o governo, o sistema monitora todo o território de Mato Grosso por satélite e detecta qualquer desmatamento acima de 1 hectare.  

Imagens de satélites, com a identificação de focos de calor, são sequenciadas ao longo de algumas horas em retrocesso ao momento da descoberta e depois a localização é confrontada com o Cadastro Ambiental Rural (CAR). 

“O analista olha, identifica e imediatamente pelo Cadastro Ambiental Rural nós ligamos para o proprietário. A grande maioria cessa com aquele desmatamento e aqueles que persistem, as nossas equipes vão a campo e aplicam as multas”, respondeu o governador Mauro Mendes. 

Só ano passado, Mato Grosso aplicou mais de R$ 1,5 bilhão em multas. O pagamento delas é um caso à parte e envolve outro emaranhado judicial.  

Paralelamente à fiscalização, Mato Grosso tem deficiência em outros setores. Em 2020, foi a vez do Pantanal virar o foco das atenções por causa do fogo descontrolado. E quanto esses episódios ocorrem a primeira imagem invocada é o histórico de campeão em desmatamento e queimadas que o Estado sustentou por anos. 

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