Meta de 10 anos: Governo de MT lança programa para recuperar ensino precarizado na pandemia

Avaliação é que índices que já eram ruins antes da pandemia entraram em situação "catastrófica" com perda da aprendizagem

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

A Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc) lançou nesta quinta-feira (7) um programa de reforço escolarar para tentar recuperar a aprendizagem de alunos dos ensinos fundamental e médio, precarizada durante a pandemia. 

A intenção é melhorar a taxa de alfabetização e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que estão dentre as piores posições no país hoje. Conforme o governo, o cenário que já era ruim, antes da suspensão das aulas presenciais em 2020, passou para um grau “catastrófico”. 

“Antes da pandemia, em 2019, a avaliação de Mato Grosso no Ideb era 22ª pior educação entre os 27 Estados e o Distrito Federal. Agora, a pesquisa que encomendamos teve um resultado catastrófico. Muitos alunos estão terminando o ensino fundamental sem saber ler, sem saber contas básicas”, disse o governador Mauro Mendes.

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Dados apresentados durante o lançamento do programa mostram que a classificação de Mato Grosso no Ideb, indicador nacional que monitora o desenvolvimento da educação básica, está na 22ª posição.  

A situação é pior entre estudantes do ensino médio e do ensino fundamental I, que estão nas séries iniciais da grade de formação escolar. A posição do grupo é a mais baixa (22ª), seguida pelo fundamental I (16ª) e ensino fundamental II (11ª). 

Mato Grosso tambem está na 11ª colocação quando se trata de abandono escolar entre os estudantes do ensino médio. O analfabetismo, na população em geral, atinge mais de 5% da população.

Meta de 10 anos 

O programa do governo, nomeado EducAção tentará reverter o quadro no prazo de 10 anos. Mas a expectativa é que já em 2026 Mato Grosso tenha subido todos esses índices para a casa dos 10 melhores no país. E até 2032 eleva-los para a 5ª posição. 

“O plano de ação, com 19 metas, já está sendo implementado e será monitorado dia a dia. Nós temos condições de fazer isso, e vamos melhorar a condição de formação dos professores, dos alunos”, disse Mauro Mendes. 

Conforme a Seduc, cerca de 76 mil alunos desistiram da vida escolar na rede estadual desde 2020, em decorrência da situação da pandemia e da paralisação das aulas. Em 2021 e 2022, a recuperação desse contingente ficou longe de ser recuperado, com 50 mil vagas de matrículas nas escolas. 

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