“Mensalinho” na ALMT: MP pede bloqueio de R$ 22 milhões de Dilceu Dal Bosco

Ação movida contra o ex-deputado afirma que ele recebeu de R$ 30 mil a R$ 40 mil por mês entre 2003 e 2011

(Foto: Widson Maradona/ ALMT)

As delações premiadas do ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, e do ex-deputado estadual José Geraldo Riva, revelaram a existência de um “mensalinho” pago a parlamentares em troca de apoio político. As declarações comprometem políticos em exercício e ex-parlamentares. O alvo da vez é o ex-deputado Dilceu Dal Bosco.

À Justiça, o Ministério Público de Mato Grosso (MP) solicitou o bloqueio de R$ 22,4 milhões por ato de improbidade administrativa e danos ao erário.

Segundo o pedido, assinado pelo promotor Arnaldo Justino da Silva, o ex-parlamentar recebeu propina, fruto de desvios de recursos públicos por meio de contratos fraudulentos com empreiteiras e empresas do setor gráfico e de tecnologia da informação.

Até 25% do valor do contrato com as empresas e 50% de aditivos eram devolvidos para o governo, que repassava os “mensalinhos” aos deputados, narra a denúncia.

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As fraudes, segundo os depoimentos, ocorriam desde 1999 e passam pelas 15ª e 16ª Legislaturas da ALMT, nas quais atuou Dal Bosco. Entre 2003 e 2006, cada deputado recebia de R$ 30 mil a R$ 40 mil por mês para apoiar os projetos do governo.

De acordo com o MP, entre fevereiro de 2003 e janeiro de 2011, Dal Bosco recebeu R$ 4,1 milhões em propina. O valor acrescido de correção corresponde a R$ 22,4 milhões – objeto do pedido de indisponibilidade de bens.

No pedido ao Judiciário, o órgão ainda solicita que imóveis e contas bancárias sejam bloqueados até que se atinja o valor citado.

A reportagem do LIVRE tentou contato com o ex-deputado. O espaço segue aberto para manifestação.

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