Líderes do agro brasileiro se encontram com presidente do conglomerado Sinochem

Frank Ning retribuiu visita feita por produtores, durante missão liderada pela ministra da Agricultura

A sinergia entre Brasil e China na produção de alimentos e no fornecimento de insumos agrícolas e o estreitamento de laços entre os dois países foram alguns dos destaques do encontro do presidente das empresas chinesas Sinochem e ChemChina, Frank Ning, com lideranças do agro e parlamentares brasileiros, na manhã da segunda-feira (18/11).

A reunião aconteceu na sede da Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil (CCAB Agro), em São Paulo, como retribuição à visita dos produtores rurais de alimentos e parlamentares ao chairman do conglomerado chinês em Pequim, durante missão liderada pela ministra da agricultura, Tereza Cristina, em maio deste ano.

Além da segurança alimentar, que demanda do Brasil um esforço adicional de produção de alimentos para uma população mundial crescente, a sustentabilidade do agro vigorou nas discussões. Os agricultores brasileiros demandaram às empresas chinesas investimentos em inovação, para a redução do uso dos químicos e dos resíduos nos produtos finais. Da mesma forma, destacaram a importância do apoio chinês em uma estratégia de comunicação para esclarecimento da população mundial sobre agro brasileiro, que vem sofrendo críticas muitas vezes devido à disseminação de notícias falsas entre o senso comum.

Em pauta, o papel do Brasil quanto à segurança alimentar e a sustentabilidade – Foto: Assessoria

De acordo com o chairman, o Brasil é um mercado estratégico para a companhia, e também é foco para destinação de investimentos. “Viemos ouvir o que têm a nos dizer, inclusive críticas e sugestões”, afirmou. “Acredito que a última semana vai marcar a história de Brasil e China em suas trocas comerciais. A visita feita há algumas semanas pelo presidente Bolsonaro à China e a vinda do presidente Xi Jinping ao Brasil vai render grandes resultados e trazer mais benefícios em nossas negociações”, ponderou.

Frank Ning relatou que esteve por diversas vezes no Brasil na última década. Primeiro, na posição de comprador de commodities, e, agora, como fornecedor de insumos. “Queremos entender as demandas dos agricultores brasileiros, para orientar as nossas empresas a levar esta parceria a um novo patamar”, afirmou.

Para o presidente da CCAB Agro, Jones Yasuda, China e Brasil têm uma grande oportunidade a ser explorada. “Os dois países estabeleceram uma relação simbiótica. A China é um dos maiores provedores dos defensivos do mundo e o Brasil, além de ser um grande mercado, os abastece de alimentos e fibras têxteis naturais”, afirmou.

Moléculas

De acordo com o diretor geral da Bioline By InVivo, Laurent Martel, o Brasil é o país-chave para ajudar a alimentar o mundo de amanhã. “A produção aqui tem muito potencial. Para um futuro mais sustentável, com menos utilização de agroquímicos e resíduos, acredito que um ponto crítico seja a semente. Se existe muita pressão sobre os pesticidas na Europa, é mais um motivo para reforçar a atenção a este insumo. Precisamos pensar o que vai dentro e fora da semente, com a seleção dos melhores materiais genéticos e também os tratamentos que adicionamos externamente”, afirmou.

A Bioline é o braço agrícola do Invivo Group, plataforma internacional que reúne 206 cooperativas agrícolas na França e representa mais de 300 mil produtores rurais de alimentos e que, desde 2016, atua junto à CCAB no Brasil.

Representando a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o presidente da Frente Parlamentar, Alceu Moreira, o deputado Zé Silva destacou o papel do Brasil na produção de alimentos para o mundo. “O Brasil foi muito competente em aumentar a sua produtividade nas últimas décadas. Enquanto a área plantada aumentou apenas 2,3% ao ano, a produtividade cresceu 14%. Isso foi graças à tecnologia”, considerou.

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