Júlio Campos diz que apenas situação tem nomes fortes para o governo em 2018

Ednilson Aguiar/O Livre

Júlio Campos

Júlio Campos diz que máquina pesa a favor de Pedro Taques

Para o ex-deputado federal Júlio Campos (DEM), a oposição ainda não tem nomes fortes para disputar o governo estadual nas eleições de 2018. Isso daria vantagem ao governador Pedro Taques (PSDB) e ao seu grupo político em uma possível candidatura à reeleição. Por outro lado, ele vê potencial em candidatos que são aliados do governo, como o seu irmão Jayme Campos (DEM), que hoje comanda a Secretaria de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, e o ex-prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB).

“A oposição está desfalcada”, sentenciou Júlio. “Tirando Pedro Taques, quem é o outro candidato forte para disputar o governo? Não tem. Teria dois aliados do governador: Mauro Mendes e o senador Jayme Campos. Na oposição não tem ninguém ainda com potencial. Mas pode surgir porque está cedo”, analisou.

“Como diz Jayme Campos, vamos aguardar para ver quem vai estar inelegível, com tornozeleira no pé e outras coisas mais”

Oficalmente, a oposição trabalha com os nomes do senador Wellington Fagundes (PR) e do conselheiro Antonio Joaquim, que promete se aposentar do Tribunal de Contas do Estado (TCE) até o fim do ano para retomar a carreira política.

Júlio sustenta ainda que a máquina governamental pesa a favor de Taques se for candidato à reeleição nas eleições de 2018. Mesmo com a crise política e financeira que enfrenta, o fato de ser governador lhe dá boa margem para a largada. “Qualquer governador, por mais desgastado que esteja, já entra com 33% das intenções de voto”, afirmou.

“Ele tem condições de chegar competitivo no ano que vem. Governo é governo, mesmo com todas as dificuldades. Não vamos desconhecer que a máquina administrativa pesa. A Dilma, que era uma candidata ruim, difícil, conseguiu se reeleger presidente”, disse, relembrando a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014.

Ele admite discutir outros nomes, se mesmo com tudo isso Taques decidir não ser candidato à reeleição. “Na época oportuna vamos sentar e temos que ser sinceros uns com os outros. Se o quadro estiver difícil, temos que escolher uma opção de comum acordo”, disse. “Como diz Jayme Campos, vamos aguardar para ver quem vai estar inelegível, com tornozeleira no pé e outras coisas mais.”

“Tirando Pedro Taques, quem é o outro candidato forte para disputar o governo? Não tem”

Júlio admite que o governo Pedro Taques “sofre algumas dificuldades”.

“Havia um segmento forte e radicalmente contrário, que era dos servidores, e provocaram a nossa derrota nas eleições de Cuiabá em 2016, fruto do mal relacionamento que eles tinham com o governador”, disse, referindo-se à derrota de Wilson Santos (PSDB) nas urnas.

Mas aposta que parte da crise política – em especial a parte que envolve o enfrentamento com os servidores estaduais – já foi superada com a negociação da Revisão Geral Anual (RGA), que repõe a inflação nos salários.

 

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