Fórum Sindical diz que secretário não é qualificado e que declaração foi desrespeitosa

Secretário disse que grupo de sindicalistas faz baderna e precisa criar vergonha na cara

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Depois que o secretário do Gabinete do Governo, Domingos Sávio, disse que “meia dúzia de sindicalistas precisam ter mais vergonha na cara e trabalhar”, ao ser questionado sobre a posição de greve indicada pelos servidores públicos que cobram o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA), o Fórum Sindical de Mato Grosso disse lamentar e repudiar a postura do representante do governo, a qual classificou como “vergonhosa e desrespeitosa”.

Em nota enviada à imprensa, o Fórum Sindical questionou a presença de Domingos Sávio na equipe, alegando que ele não teria a qualificação esperada para conduzir uma secretaria tão importante e complexa. Ainda, disse que, com base em seu currículo Lattes, onde os pesquisadores cadastram suas obras e participações científicas, é questionável se a nomeação do secretário não passaria de “mera politicagem”.

“A fala do Secretário é vergonhosa para um agente público que possui a gigantesca atribuição de dirigir o Estado, uma máquina que deve estar a serviço do bem comum, da população como um todo e, cuja maturidade e capacidade dos gestores devem estar de acordo com a responsabilidade que assumiram”, escreveu.

No texto, a classe de servidores manifestou descontentamento com o governo Pedro Taques, que, em sua visão, teria recusado cumprir o mandato que recebeu do povo mato-grossense. Observou que seu governo foi marcado por escândalos de corrupção e que não ofereceu estrutura para o trabalho dos servidores, que estariam “esperando a transformação”.

O Fórum Sindical ainda classificou como desrespeitosa a alegação do secretário, que, na terça-feira (13), durante as manifestações dos servidores em prol do pagamento da RGA, disse que a mobilização dos servidores estaria sendo liderada por “meia dúzia de sindicalistas” que preferem fazer greve e “baderna” em vez de trabalhar.

[featured_paragraph]“Dizer que os servidores públicos são ingratos ou que não querem trabalhar, que não têm vergonha, vai ao encontro da impressionante arrogância de todo esse Governo, que muito pouco produziu para a população mato-grossense e que merece nosso repúdio”, considerou.[/featured_paragraph]

Os servidores citaram que, desde 2015, um ano após o início da gestão, têm contribuído com as contas do governo, “amargurando” suas perdas e aceitando negociar seus pagamentos da RGA. Observou ainda que apenas após uma grande greve geral, feita em 2016, foi que o governo aceitou negociar o pagamento. Conforme os sindicalistas, os atos foram sinalização de confiança. No entanto, ponderam que “cumprir a lei é o mínimo que se espera de um governo”.

Ao final, dizem que os servidores públicos não fazem oposição ao governo e que estão prontos para contribuir com o estado, mas observam que não vão abrir mão dos seus direitos.

“Gostaríamos que ao menos fechasse seu governo com a dignidade de honrar seu último compromisso com os servidores públicos, assumidos ainda em 2017: pagar em sua integralidade a reposição inflacionária de 2018 e manter o poder de compra dos servidores”, finaliza.

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