Fé, voz e ritmo: banda missionária do Congo encanta o Brasil

Ednilson Aguiar/O Livre

BANDA RLS - CONGO

Banda RLS arrepiou a redação do LIVRE com seu coro de vozes na última sexta-feira (16)

A inspiração já lhe rondava em sonhos. Depois, veio a confirmação ao ler uma passagem bíblica que traduzia suas impressões oníricas. “A chuva da última temporada cai aos montes em um campo de terra seca, onde sementes germinaram e dão vida à beleza de flores que atraem povos de todos os cantos”. A partir disso, o líder da banda RLS inspirou-se pelo termo Rain Of The Last Season para criação do nome da banda que nasceu na República Democrática do Congo.

Kelly, Prosper, Adam, Dorcas, Esther, Lilás, Ruth, Junior, Dieu Merci, Christian, Rafael e Joel integram o coro que contagiou a redação do LIVRE na última sexta-feira (19) e cuja apresentação, circulou por redes sociais. Nos shows, eles ganham ainda mais vulto, acompanhados por guitarras, teclado e bateria.

Inspirado pela palavra de Deus, Kelly acreditava que deveria criar uma banda de louvor para dirigir e guiar. Os músicos que o acompanham atualmente, foram escolhidos em escolas e igrejas por onde circulou. Ele buscava um exército de cantores para realizar shows em igrejas, conferências e eventos. Este é o momento propício à evangelização. Era pré-requisito que os integrantes fossem cristãos, que tivessem talento, determinação e paixão pela música gospel. 

A missão ganhou corpo quando encontrou o pastor Maluta. Eles o conheceram na África, em 2010. Mas foi só três anos depois, em um reencontro, que finalmente, desenvolveram o que acreditam ser uma parceria divina que os motiva a percorrer o mundo. Foi assim que chegaram ao Brasil. 

Divulgação

banda rls

Sorridente em primeiro plano, Ruth é a mais nova integrante da Banda e compartilhou sua experiência no Brasil

O país foi o destino da primeira viagem missionária da banda, onde estão há cinco meses com apoio do Ministério Internacional Maluta e Rita. Passaram por Pernambuco, Bahia, Goiás, Rio de Janeiro e agora Mato Grosso, nos municípios de Diamantina, Sorriso, Tangará da Serra, cantando em igrejas, congressos, oferendas e festivais até chegar à capital. Foi também no Brasil que encontraram a mais nova integrante, Ruth Maluta. 

Nova mato-grossense

Ela tem apenas 20 anos e está sedenta por conhecer a diversidade de costumes em todo mundo. De Lufu-Toto (República Democrática do Congo), a artista chegou ao país no dia 12 de março de 2017 e se identificou com a efervescência cultural de Recife, onde estudou português por seis meses. Os estudos tinham como objetivo preparar a musicista para as provas oral e escrita de ingresso no curso de Relações Internacionais.

Providência Divina! Ruth não foi selecionada na ocasião, mas a experiência proporcionou o encontro com a RLS que a permitiu seguir com a música, um amor de infãncia. E a jovem por aqui pretende ficar, pois ganhou uma bolsa de estudos em Diamantino.

Aliás, Mato Grosso era o destino de suas primeiras idealizações com o país tupiniquim, cerrado onde o tio reside. E o talento de Ruth e seu português carregado de um sotaque envolvente, é mais um dos que iremos compartilhar território nos próximos anos, pois todo o grupo garantiu seus estudos em Recife, cidade que lhes recebeu e para onde retornam em setembro, após a regularização da situação estrangeira.

Ednilson Aguiar/O Livre

BANDA RLS - CONGO

Diversidade de ritmos e linguas dá o tom do coro que da República Democrática do Congo, ganhou o Brasil gospel

Blues, country, jazz, R&B, tecno, afrobeat, reggae. Não há limites nas referências de sonoridade, muito menos língua. As composições em português quem escreve é o pastor Maluta, mas o grupo também canta e compõem em francês, inglês e em kikongo, suali e lingala – alguns dialetos do país de origem, onde existem mais de duzentos.

Para os integrantes do grupo, o povo brasileiro e cuiabano é acolhedor, carismático, receptivo e organizado. Eles afirmam se sentirem em casa com o clima caloroso do país tropical, muito semelhante ao Congo. Ainda por cima, foi aqui que gravaram o primeiro CD da carreira, o “Oza Nzambe”.

Apesar de identificarem um domínio do sertanejo e do funk, a RLS também encontrou referências brasileiras na música gospel. Questionados sobre o artista ou banda brasileira predileta, não vacilaram: Preto no Branco. O encontro com o grupo com o qual dividiram o palco aconteceu em Recife e a identificação foi súbita, seja na sonoridade, seja na proposta. 

“A música é força sobrenatural, um poder e um meio de comunicação de fácil compreensão. Através dela, a gente toca as almas, confortar e consolar vidas, além de educar e salvar almas, que é nosso objetivo efetivo”, afirma Kelly.

Perdeu a apresentação da Banda ao LIVRE? Confira no vídeo:

 

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorJuiz que determinou grampos diz que não desconfiava da ação de militares
Próximo artigoPolícia Civil prende homem que matou ex-mulher em Juara

O LIVRE ADS