Juiz que determinou grampos diz que não desconfiava da ação de militares

TJMT

juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da 2ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá

O juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da 2ª Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, afirmou nesta segunda-feira (20) que jamais suspeitou da honestidade do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa – suspeito de chefiar o esquema de grampos ilegais operado no âmbito da Polícia Militar.

O magistrado – que em 2015 autorizou a interceptação telefônica de centenas de suspeitos de tráficos e em cujas decisões foram inseridos números de telefones de outras pessoas, na modalidade “barriga de aluguel” – é testemunha de acusação e defesa no julgamento que ocorre na 11ª Vara Criminal Especializada de Justiça Militar e apura a participação de policiais militares no esquema de grampos.

Ele disse que quem fez o pedido das interceptações foi o Ministério Público. Só pela mídia ficou sabendo os nomes envolvidos e a dimensão do caso. Disse também que não conhecia o cabo Gerson Corrêa, delator do esquema.

“A tramitação dos arquivos era através de envelopes, e só tramitava de gabinete para gabinete”, afirmou.

Disse ainda que não desconfiou de nada, pois vários traficantes foram presos, na época. Questionado se teve curiosidade de analisar algum número de telefone, disse que isso não era de sua competência.

“Eu tinha 5 mil processos, além desse muitos outros, é muito difícil lembrar. Não tinha como saber se neste estava ‘o josé’ por exemplo, eu só deferia porque era legal”, resumiu.

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