Fábio Garcia acusa Taques de dar calote nos fornecedores pela segunda vez

Família do ex-aliado está na lista de credores do governo com a construtora Engeglobal

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O presidente do DEM em Mato Grosso, Fábio Garcia, tachou o decreto de renegociação de dívidas do governo estadual de “calote com os empresários”. Em texto publicado na terça-feira (14), o governador Pedro Taques (PSDB) autorizou que as dívidas inscritas em restos a pagar sejam parceladas em até 11 vezes, sem correção.

“Novamente o empresário é quem vai sofrer pela falta de gestão do governador. Mais uma vez a corda vai arrebentar do lado de quem faz mover a engrenagem de Mato Grosso, quem gera emprego e renda”, disparou Fábio Garcia, acrescentando que muitos empresários estão com créditos a receber pelos serviços prestados desde 2017.

Garcia, que é deputado federal e neste ano concorre como suplente na chapa de Jayme Campos (DEM) ao Senado, na coligação que tem Mauro Mendes (DEM) como candidato a governador, também está no rol dos credores do governo estadual, com a construtora Engeglobal, que pertence à sua família.

Ele comparou o novo decreto com o programa Bom Pagador, instituído no início do governo Taques, em 2015, oferecendo pagamento de dívidas parceladas e com descontos, e chamou de  “instituição, pela segunda vez, de um calote com os empresários e comerciantes de Mato Grosso”.

“Além de não conseguir pagar pelos serviços que o próprio governador contratou, durante a gestão atual, demonstrando total falta de destreza na condução das contas públicas, ele também vai transferir parte dessa dívida para a próxima gestão. Ele quer parcelar as dívidas em 11 vezes, ou seja, o próximo governador terá de pagar pela incompetência dele”, afirmou.

Fábio Garcia ainda lembrou que o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE) indicou que, em dezembro de 2017, o Governo tinha um déficit de restos a pagar no valor de R$ 2.825.876.307,80. De acordo com as informações repassadas pelo governo, a dívida atual, apenas com fornecedores, é de R$ 500 milhões.

(Com assessoria)

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