Exportação e auxílio emergencial: Preço da carne bovina deve subir até junho

Redução de gados para abate e aumento das vendas para a China e o Oriente Médio motivaram a redução da oferta

Foto: Andrea Mesquita

O preço da carne bovina deverá passar por uma série de altas no primeiro semestre deste ano. Nesta semana, foi anunciado impacto no preço por causa da paralisação dos frigoríficos. Mas, esse é só um dos fatores que tendem a impactar o consumo.  

A situação da produção de gados e até o mesmo o auxílio emergencial vão influenciar o preço nas gôndolas. O superintendente da Federação Mato-grossense das Indústrias (Fiemt), Mauro Santos, disse que o preço da arroba vem escalando a tabela no mercado desde o ano passado, com a maior exportação impulsionada pela pandemia. 

Em março deste ano, a exportação voltou a expandir por causa da desvalorização do Real. Os produtores venderam em grande parte para a China e para o Oriente Médio. 

A cotação do mercado foi um fator sobreposto às condições climáticas. A quantidade das chuvas no início do ano impactou negativamente a nutrição animal, reduzindo a camada de gordura reduz (indicador de qualidade da carne). 

“O aumento do preço do bezerro induz a retenção das fêmeas no pasto para cria e reduz a oferta de carne para o abate”, explica Mauro Santos.

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A queda na oferta para abate levou os frigoríficos a paralisar os serviços. O sindicato que representa os empresários (Sindifrigo) diz que a manutenção do funcionamento é válida quando há abate entre 800 e mil cabeças por dia. 

Em miúdos, há menos oferta de carne nos supermercados e açougue por quantidade de consumidor. O pagamento do auxílio emergencial entra nesse estágio. 

Quando dinheiro cair na conta, os brasileiros mais afetados pela paralisação econômica da pandemia voltarão a procurar carne bovina para comprar. Aí é velha lei da economia, a demanda maior que a oferta faz os preços subirem. 

“Expectativa será de aumento do preço da carne para o 1º semestre de 2021, bem como a redução da qualidade da carne na gondola dos supermercados brasileiros. Isso por conta da concorrência com o mercado exterior e das chuvas”, comenta o superintendente Mauro Santos. 

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