Escrivã leva choque em extensão com fios soltos e morre em Cuiabá

A extensão estava ligada em uma tomada de 220V, que pegou na perna da escrivã, que morreu na hora

Foto: Arquivo pessoal

A escrivã da Polícia Civil de Mato Grosso Néria Regina dos Reis Carvalho de Campos Padrilha, 42 anos, morreu na manhã dessa quinta-feira (16) após levar um choque com uma extensão de energia que estava com fios soltos.

Néria era natural de Nobres (150 km de Cuiabá), mas atualmente trabalhava em Cuiabá, na Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).

O acidente aconteceu na casa dela, no Bairro Distrito Industrial, em Cuiabá, e ela estava sozinha. Por isso, só foi encontrada horas depois, já à noite.

Familiares acionaram a polícia acreditando, a princípio, que podia se tratar de um suicídio, pois já encontraram a escrivã sem vida.

Como não estavam conseguindo contato com ela por mensagens e ligações, eles foram até a casa, entraram e encontraram Neria na cama, desacordada.

Eles acionaram a Polícia Militar e uma equipe foi até a casa imediatamente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e constatou o óbito.

Em seguida, a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) também foi chamada e, só então, após uma primeira análise, a equipe da DHPP percebeu que havia uma extensão elétrica em cima da perna da escrivã, com fios de cobre expostos, o que indicava que a vítima havia sofrido um choque elétrico.

Tensão de 220V

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local e constatou que a causa da morte foi eletroplessão (descarga elétrica), quando Neria esbarrou no fio de extensão que estava conectado a uma tomada de tensão 220 volts, caiu na cama e morreu.

Pelo estado de rigidez do corpo, os peritos apontaram que o acidente aconteceu pela manhã.

O caso foi registrado como morte por choque elétrico.

Pesar

Em nota, a Polícia Judiciária Civil lamentou a morte de Neria, que atuava como escrivã da PJC há 19 anos e trabalhou em várias unidades especializadas da Capital.

Neria era vista pelos amigos e colegas de trabalho como uma excelente profissional, amiga, boa mãe e muito ligada à família.

“Era uma pessoa espetacular, muito prestativa, que cuidava da mãe, do filho pequeno e que como pessoa era muito atenciosa e querida no meio policial”, disse o escrivão Bento Roseno da Silva, colega de turma, de trabalho e amigo pessoal de Neria.

O delegado-geral, Mário Dermeval Aravechia de Resende, lamentou a morte da escrivã, elogiando-a como pessoa e como profissional.

“Magnífica policial que prestou os seus trabalhos com destaque por onde passou e que por quase duas décadas se dedicou, se entregou a Polícia Civil. Neste momento, queremos confortar os familiares e agradecer com muita satisfação e orgulho a atuação da escrivã para os trabalhos e desenvolvimento da Polícia Civil”, disse.

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