Mato Grosso

Drama do Samu: Governo contrata empresa em caráter emergencial para serviço não parar

Foto de Redação
Redação

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, contratou a empresa Med Security Serviços Médicos EPP para gerir os serviços do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) em Mato Grosso. O contrato, em caráter emergencial, entra em vigor a partir desta quinta-feira (10) e possui validade de seis meses, no valor de R$ 2,8 milhões.

De acordo com o governo, o valor estabelecido no contrato é inferior ao praticado atualmente, representando economia aos cofres públicos.

Figueiredo explicou que a medida foi tomada para garantir a manutenção dos serviços prestados pelo Samu no Estado. Isso porque a antiga gestão da secretaria deixou de efetuar os pagamentos para a empresa que até então realizava o atendimento móvel de urgência. Consequentemente, a empresa também não remunerou os cerca de 60 médicos contratados, que estão há meses sem receber.

Além disso, há uma discussão jurídica entre as empresas que disputam a licitação cujo objeto é a prestação deste serviço. Desta forma, de acordo com o secretário, o contrato emergencial é necessário para garantir que o Samu continue a prestar atendimento enquanto a situação ainda está pendente de resolução.

[featured_paragraph]“Não podemos arriscar a vida e a saúde das pessoas. O atendimento do Samu é imprescindível e essa foi a solução mais rápida, eficiente e econômica que encontramos a curto prazo”, explicou Figueiredo.[/featured_paragraph]

Apesar da contratação de uma nova empresa, Figueiredo garantiu que os médicos que prestaram os serviços à empresa anterior serão devidamente remunerados.

“Nós vamos efetuar o pagamento ou por meio do repasse devido à empresa que até então prestava o serviço ou por meio de um procedimento interno. Também sugerimos à nova empresa que contrate estes mesmos médicos para dar continuidade a este trabalho”, afirmou.

Economia

O novo contrato trará redução de despesas ao Poder Público: o valor do plantão, que até então custava R$ 1.480 passa a ser oferecido por R$ 1.195. Por mês, isso resultará em uma economia de R$ 114.855 e, em seis meses, R$ 689.130.

Mesmo a um custo menor, os serviços oferecidos serão ampliados. De 316, os plantões mensais oferecidos passam a ser 403, um ganho de 27,5%.

Impasse jurídico

A licitação cujo objeto é a prestação de serviço de atendimento móvel de urgência havia sido vencida pela empresa Pró-Ativo Gestão da Saúde e Clínica Médica Ltda-Me.

Todavia, o conselheiro Moisés Maciel, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), determinou nesta semana a anulação do resultado da licitação. Ele também determinou que a empresa Neomed Atendimento Hospitalar Eireli – que havia ofertado gerenciar o serviço por um preço menor – fosse reabilitada no certame.

Desta forma, o secretário Gilberto Figueiredo cumpriu a decisão e o processo licitatório voltou para a fase de habilitação, necessitando ainda de outros trâmites legais para ser novamente concluído.

Saiba mais
Médicos do Samu denunciam 6 meses de atraso salarial e anunciam demissão em massa

Com assessoria

Notícias em primeira mão

Junte-se à nossa comunidade exclusiva no Whatsapp e seja notificado sobre os furos de reportagem e análises profundas antes de todos.

Últimas Notícias

Crônicas Policiais

Motorista de ônibus escolar é preso em flagrante por abusar de aluna de 10 anos em MT

Suspeito de 60 anos foi detido dentro do próprio veículo em Novo São Joaquim; vítima era atraída com o pretexto de ajudar a abrir porteiras
Geral

Bombeiros combatem incêndio que destruiu carro e moto em Pontes e Lacerda

Fogo foi controlado com 2,5 mil litros de água na madrugada desta quinta (23); morador relatou ter ouvido forte explosão
Geral

Sem novas interdições: Obras do BRT avançam em cinco frentes na próxima semana

Cronograma em Cuiabá e Várzea Grande foca em drenagem, concretagem e asfalto especial sem bloquear vias principais
Crônicas Policiais

Polícia prende enfermeira que se passava por “Dra.” nas redes sociais para atrair pacientes

Proprietária de clínica de estética é suspeita de exercício ilegal da medicina e comercialização de remédios sem registro na Anvisa
25 de abril de 2026 05:08