DHPP abre inquérito para apurar morte de jovem após cirurgia plástica

A delegada Juliana Chiquito Palhares será a responsável pelas investigações

Foto: Karina Cabral/ O Livre

A delegada Juliana Chiquito Palhares, da Delegacia Especializada em Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), irá abrir um inquérito para apurar a morte da jovem Edleia Daniele Ferreira Lira, de 33 anos, vítima de complicações ocorridas durante uma cirurgia plástica em Cuiabá.

Uma necropsia está sendo feita nessa segunda-feira (14) e a equipe da DHPP está coletando informações para iniciar as investigações.

Casada e mãe de uma garotinha, Edleia teve a morte cerebral confirmada no fim da tarde desse Dia das Mães. Ela iria fazer uma “lipoescultura” e redução dos seios. A cirurgia foi realizada na sexta-feira (11).

O “Plástica para Todos” também será investigado. O programa é apresentado como uma opção de baixo custo para quem deseja fazer os mais variados tipos de procedimentos estéticos. Segundo a propaganda, as cirurgias podem ser pagas em até 24 vezes no boleto e 12 vezes no cartão crédito ou crediário.

Até o momento, as investigações apontam que os médicos responsáveis pelas cirurgias são todos de fora de Cuiabá.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Mato Grosso também está acompanhando o caso.

Assustada com a morte de Edleia, a publicitária Amanda Lopes dos Santos, 29 anos, disse ao LIVRE que chegou a pensar em fazer a cirurgia através do programa. Ela iria colocar próteses de silicone, mas desistiu.

“Eu ia fazer no boleto, em 24 vezes, e eles só fazem o procedimento após terminar de pagar os boletos, fiquei com medo de pagar e o projeto acabar antes de eu terminar. Além do medo do hospital sem UTI”, relatou a publicitária.

Ela contou que somente para se cadastrar ao programa é cobrado R$ 50 e que esse cadastro é realizado no edifício Santa Rosa Tower. Depois, para passar por uma consulta, é cobrado mais R$ 100.

“Quando você cadastra, eles te colocam em um grupo do WhatsApp. E tem também um grupo no Facebook, que é daqui e de Belo Horizonte – de onde eles são -, em que as meninas que fizeram a cirurgia postam fotos de antes e depois”, contou Amanda.

Eles a disseram que depois da consulta passam uma bateria de exames – que fica sob responsabilidade da paciente fazer – e que a cirurgia só pode ser realizada nos hospitais cadastrados por eles, que, até onde Amanda sabe, em Cuiabá são o Hospital Militar, onde Daniele foi operada, e o Hospital Otorrino, no Bairro Araés.

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