Deputados dizem que preço dos combustíveis precisa ser controlado, mas CPI não é consenso

Parlamentares de Mato Grosso dizem que medida para segurar altas deve ser cirúrgica para não respingar nas eleições

(Foto: Ednilson Aguiar / O Livre)

Deputados federais devem reunir hoje (20) para debater a política de preços da Petrobrás. A reunião convocada no fim de semana pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), deve ponderar sobre as chances de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). 

A hipótese de investigação foi levantada pelo presidente Jair Bolsonaro e tem sido vista com alguma desconfiança pela bancada de Mato Grosso, por causa das vésperas das eleições 2022. 

O Congresso já tentou instalar uma comissão de investigação à estatal e a articular foi derrubada. 

“Alguma coisa tem que ser feita [para conter os aumentos de preços dos combustíveis], mas a instalação de uma CPI precisa ser avaliada. Precisamos saber será impacto dela neste momento, não sei se pode ser o melhor caminho”, disse deputado federal Neri Geller (PP). 

A reunião dos líderes na Câmara Federal e a proposta da CPI são reações ao novo aumento para gasolina e diesel anunciada pela Petrobrás que entrou em vigor no fim de semana. A alta começou a minar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de redução do ICMS. 

A deputada federal Rosa Neide (PT) afirma que o controle dos reajustes pode ser tomado diretamente do governo federal, a depender da reação da população quanto ao aperto dos preços. Segundo ela, uma CPI motivada pelo governo federal, neste momento, só teria fins eleitorais. 

“Se o governo quiser fazer, ele faz, não precisa ficar chiando. As pessoas estavam reagindo quando o litro da gasolina passou de R$ 2,50 [no governo de Dilma Rousseff (PT)], e por que não reagem agora? Elas forem pra rua, o governo vai ter que fazer alguma coisa”, disse. 

Nelson Barbudo (PL), parte da base do governo, defende a CPI para apurar o exercício da função social da Petrobrás, sem a necessidade de intervenção direta de Bolsonaro. 

“A Petrobrás é uma empresa estatal e tem função social e isso não está sendo cumprido. Eu acho que, no Congresso, pode abrir uma CPI para apurar isso e saber da política de preço. Os caminhoneiros já estão falando em greve e ninguém mais aguenta esse aumento. Ela está quebrando os ovos de ouro dela”, pontua. 

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