16 de abril de 2026 00:29
Cidades

Defesa nega liderança em esquema e pede liberdade para genro de Arcanjo

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Camilla Zeni

A defesa do empresário Giovanni Zem Rodrigues, genro do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, nega que ele seja líder da organização criminosa Colibri, que comandava o maior esquema de jogo do bicho em Mato Grosso, segundo investigação da Polícia Civil. Ainda, afirmou que já atua para conseguir a liberdade do cliente junto a Justiça.

A declaração foi feita à imprensa na tarde desta terça-feira (4), na sede da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), em Cuiabá, onde Giovanni passou por interrogatório.

Giovanni foi apontado como líder da organização Colibri enquanto João Arcanjo Ribeiro esteve preso, por 15 anos, acusado, além de homicídio, também pela contravenção do jogo do bicho. O advogado do empresário, Ulisses Rabaneda, nega as acusações.

“Essa informação não procede [de liderança]”, garantiu o advogado, que acrescentou que a defesa ainda não teve acesso aos documentos disponibilizados pela polícia.

Segundo o advogado, Giovanni deverá se pronunciar após os advogados terem acesso às denúncias. “A investigação está tramitando há mais de um ano. Algumas interceptações telefônicas foram captadas. Nada mais salutar que ouvir o interrogado após ter acesso a tudo, onde ele vai explicar o que for questionado”, disse.

Ainda de acordo com Rabaneda, o escritório está empenhado para provar a inocência do cliente e já trabalha em um recurso pedindo a liberdade do acusado.

Preso na Penitenciária Central do Estado (PCE) desde o dia 29 de maio, Giovanni foi um dos 33 alvos da Operação Mantus, que apura, em parceria com a Delegacia Fazendária (Defaz), o esquema de jogo do bicho e de lavagem de dinheiro em Mato Grosso.

De acordo com o delegado da GCCO, Flávio Henrique Stringueta, o empresário ficou calado durante seu depoimento, negando-se a dar informações complementares à Polícia Civil. Ao todo, seis pessoas foram ouvidas pelos delegados e apenas um teria confessado e, inclusive, delatado o esquema.

Líder

Segundo investigação da GCCO, Giovanni Zem não apenas estaria lado a lado de Arcanjo nos negócios, como também teria sido o responsável por mantê-los enquanto o ex-comendador ficou preso.

A Polícia Civil apontou um boletim de ocorrência registrado por Alberto Jorge Toniasso, no qual ele afirmou ter sido ameaçado por Giovanni, que teria quebrado as máquinas de jogo da organização concorrente, a FMC.

Mensagens encontradas no telefone de uma terceira pessoa apontariam, ainda, que Giovanni cobrava seu “empenho” nas ações e que o empresário era quem recolhia os “acertos” das máquinas de jogos.

Quebra de sigilo bancário de Giovanni apontou que, em um ano e meio, ele teria movimentado mais de R$ 2,7 milhões em suas contas.

Ainda, segundo o advogado de João Arcanjo Ribeiro, Zaid Arbid, parte dos R$ 201 mil, encontrados em espécie durante busca e apreensão na residência do ex-comendador, seria do Giovanni. A defesa do empresário não soube informar qual a origem e a destinação do dinheiro.

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