Dada a largada: Guimarães se apresenta como candidato a presidente da Câmara de Cuiabá

Base aliada do prefeito Emanuel Pinheiro aguardou o final do processo eleitoral para iniciar as articulações e ainda não possui nomes

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Um dia após o término oficial das eleições em Cuiabá, o vereador Diego Guimarães (Cidadania) já tomou a dianteira na corrida pela presidência da Câmara Municipal. Enquanto ele diz estar ouvindo e se articulando com os demais 24 vereadores eleitos, o grupo opositor – e também aliado ao prefeito reeleito Emanuel Pinheiro (MDB) – acredita que ainda é prematuro se discutir um nome.

Segundo Guimarães, apesar de buscar a “transformação” do Parlamento, não há em sua proposta um embate direto com o Poder Executivo. Ele reforça que tem o objetivo de manter a premissa de um trabalho harmônico com a prefeitura, porém pautado na independência dos vereadores.

“O que vimos nos últimos anos foi um Parlamento subalterno, que foi avaliado nas urnas, tendo em vista que os dois últimos presidentes não conseguiram se reeleger”, afirmou.

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Questionado sobre a possibilidade de ser prejudicado no processo por conta da derrota no segundo turno de Abílio Júnior (Podemos) – um de seus principais aliados no mandato atual -, Guimarães assegura que não vê relação.

“Eu acredito que todos os eleitos devem pensar de maneira independente do Poder Executivo. E todos que conversei se mostraram interessados em recuperar a imagem da Câmara”.

Base aliada ainda sem nomes

O vereador Adevair Cabral (PTB) afirmou que o grupo que apoia o novo mandato de Emanuel Pinheiro ainda não tem nomes para a disputa pela presidência da Câmara porque as eleições acabaram ontem. Segundo avaliação dele, qualquer definição seria prematura antes de se saber o resultado das urnas.

Ele diz que qualquer um dos 25 vereadores pode se candidatar e que o colega de parlamento, Diego Guimarães, está dentro do direito dele. “Mas já adianto que este senhor não tem o meu voto e que logo meu grupo terá um ou dois nomes”, declarou.

Quando abordado sobre as críticas de Guimarães, que alegou em entrevista para o LIVRE que a presidência estava trabalhando de forma “desconectada” dos interesses da população, Cabral rebateu que “a desconexão pode ser vista nas urnas, ontem”.

O vereador do PTB estava se referindo a vitória de Emanuel Pinheiro sobre Abílio Júnior.

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