Crise econômica: saiba como salvar sua empresa do coronavírus

Consultora diz que receitas podem chegar a zero por um período de, no mínimo, 40 dias. Mas dá para manter a empresa aberta!

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Os empresários devem se preparar para ficar totalmente sem receita por, no mínimo, 40 dias. Esta é a previsão da consultora e coach financeira Camila Rossi diante da pandemia do coronavírus.

A partir desta segunda-feira, até o dia 5 de abril, todo o comércio de Cuiabá tem determinação para permanecer fechado. E, na avaliação dela, o reflexo dessa medida deve se estender além desta data.

Então, para enfrentar o momento, a profissional assegura que é necessário fazer o replanejamento imediato, readequando todas as fases do trabalho e aumentando os controles.

“Infelizmente, já estávamos em um momento de crise e o coronavírus será uma prova de fogo para as empresas que conseguirem se manter no mercado”, afirma.

Consultora Camila Rossi ensina como reorganizar a sua empresa para enfrentar a pandemia (Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Estratégia de sobrevivência

Na cartilha da consulta, a primeira regra é “manter o essencial para sobrevivência. O resto é gordura”.

Ela sugere que as pessoas deixem de lado investimentos e até mesmo as despesas com propaganda e marketing. Afinal de contas, não haverá consumidores.

Para quem ainda pode atender os clientes sem ter o contato físico, é a hora de inovar e se reinventar. Um cenário é o de quem trabalha no ramo alimentício e pode migrar para o serviço delivery.

Setor de alimentação pode focar no sistema delivery e diminuir perdas (Imagem ilustrativa)

Os demais setores, alerta a consultora, devem pensar em suspender totalmente as atividades, dando férias para os colaboradores que estão aptos a gozá-las ou, até mesmo, propondo férias coletivas.

“Até é possível pensar no deligamento dos funcionários menos engajados e na valorização dos mais produtivos. É lógico que tudo precisa ser colocado na balança”, alerta.

Nesse caso, Rossi diz que é preciso calcular os custos das demissões e ainda como será a contratação de um novo profissional capacitado, levando em consideração que a pandemia vai acabar e o mercado voltará a crescer.

Dependendo da situação, pode-se até pensar em rever o salário de alguns colaboradores.

Dívidas

“Empresário tem que parar de falar que não vai pagar dívida. Ele vai pagar, sim, porque as coisas vão se resolver e todos poderão cumprir os compromissos”, ela assegura.

A consultora recomenda aos empresários que se adiantem em relação aos credores e fornecedores. É preciso tentar reprogramar as parcelas, pedir prazos e até já fazer um parcelamento, desde que tenha mais de 40 dias de carência.

Dívidas precisam ser renegociadas e prazos prorrogados antes das cobranças chegarem, adverte consultora

“Não adianta ninguém pensar que vai conseguir retomar o mercado antes disso. É o prazo mínimo. Qualquer coisa antes disso não será cumprida”, ressalta.

Equipes

Os empresários também devem suspender qualquer processo de contratação e focar em manter os funcionários mais produtivos.

É a hora de cortar prêmios e bonificações, despesas com viagens e capacitações.

Outra atividade importante é repensar as funções e ter um controle do que pode ser feito em casa, aplicando metas e exigindo a produtividade, porque “trabalhar em casa não é férias”.

Lições

Segundo Camila Rossi, uma das lições mais preciosas que os empresários vão tirar da crise é a importância do capital de giro e que bem mobilizado não significa salvação.

“Em um momento como este, quem tem capital de giro terá mais chances de sobreviver a crise”, avalia.

Outra questão é com relação aos controles e gastos, já que muitas reduções serão necessárias agora e, com o tempo, passarão a ser constantes.

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