Cooperativismo e a pandemia: modelo econômico pode ajudar a superar a crise?

Em Mato Grosso, nenhuma das 152 cooperativas fechou as portas em função da crise causada pela covid-19, segundo a OCB

“O sucesso de todos no esforço de cada um”. É assim que uma frase sem autor atribuído resume o cooperativismo. O sistema econômico teve origem no século 17 durante a Revolução Industrial, na Inglaterra. O momento era de crise parecida – de certa forma – com o que vivemos atualmente.

Observando analiticamente, o modelo pode representar uma alternativa para a economia durante a pandemia de covid-19.

Nenhuma das 152 cooperativas mato-grossenses ativas fechou as portas. No Estado, elas estão presentes em 114 dos 141 municípios, uma abrangência de 81% do território estadual.

“Cooperar é unir-se a outras pessoas para enfrentar conjuntamente situações adversas, no sentido de transformá-las em oportunidade e, situações de bem-estar e social”, como explica uma cartilha do governo federal.

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A proposta do modelo econômico é obter desempenho econômico financeiro, com fins sociais, através da produção de bens e serviços.

“Em momentos de crise é que as pessoas precisam uma das outras e se ajudam”, explica Onofre Cezário de Souza Filho, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras em Mato Grosso (OCB-MT).

Para além do bem-estar social, o cooperativismo permite que os cooperados produzam em escala maior impulsionando o lucro. “Temos um produtor que é dono de uma vaca que produz leite. Se ele se juntar a outros produtores, eles vão transformar o pequeno no grande”, afirma Onofre.

Antes da Revolução Industrial

O cooperativismo é usado já está na história da humanidade há muito tempo. Para sobreviver, os homens começaram a se agrupar em pequenas tribos. A cooperação fez que com as tarefas (se alimentar, proteger do frio e dos animais) fossem coletivizadas, feitas por todos.

A formação de setores econômicos também tem como origem, em alguns casos, a cooperação. A exemplo, os pequenos grupos de seres humanos que passaram a recolher sementes para o plantio e fixando moradia.

A agricultura surge, então, da organização do trabalho para cultivar a terra.

Não à toa, as cooperativas que fazem parte do setor agropecuário são maioria em Mato Grosso. Elas são mais da metade e somam 57 no total. Cerca de 33% da soja colhida em Mato Grosso é fruto do trabalho de cooperativas.

Também aparecem na lista dos setores as de transporte (21), crédito (18), educacionais (13) e saúde (15). Apenas setores como turismo e lazer não têm cooperativas em Mato Grosso.

Para além do do Brasil, as cooperativas também fazem sucesso. Segundo o Ministério da Mineração da Bolívia, por exemplo, 92% da exploração mineral no país é feita por cooperativas. Já na França, 60% do mercado financeiro é operado por cooperativas de crédito.

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