Consumo de vermífugo e vitamínicos aumentou ao menos 50% na pandemia

Venda de produtos com zinco e vitaminas A e B cresceu no mesmo patamar que a ivermectina, remédio que compõe o kit covid

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Mato-grossenses estão consumindo mais vitamínicos e vermífugos. A venda de medicamento com zinco e vitaminas A e B cresceu no mesmo patamar que o da ivermectina, vermífugo que compõe o “kit covid”. 

Balanço do Sindicato do Comércio Varejistas de Produtos Farmacêuticos de Mato Grosso (Sincofarma) identificou crescimento de 50% na procura e venda das vitaminas, desde o início da pandemia, em março de 2020. 

Junto com a ivermectina e a hidroxicloroquina e outros remédios que entraram no radar de combate à infecção pelo novo coronavírus (mas, sem eficácia comprovada pela Medicina), as vitaminas têm puxado o fluxo de medicamento nas farmácias. 

“É nítido isso. A ivermectina é um exemplo de produto que era pouco procurado antes da pandemia e, hoje, é o mais buscado. A venda do vermífugo cresceu 60%¨no ano passado. E foi acompanhado bem de perto pelo zinco e vitaminas A e B, que cresceram 50%”, disse o presidente do Sincofarma, Hamilton Domingos Teixeira. 

Anticoagulantes

O segundo grupo de medicamento que mais cresceu em vendas também tem a ver com a pandemia. São os anticoagulantes que passaram a ser 18% mais procurados pelos clientes.

Conforme Hamilton Domingos, esses produtos saíram mais em formato de aplicação via agulha, com aplicação na barriga ou na coxa. 

A função seria manter o fluxo do sangue para impedir a ocorrência de doenças como acidente vascular cerebral (AVC), trombose e embolia pulmonar.  

“É válido ressaltar que todos esses medicamentos são vendidos sob apresentação de receita, por indicação médica. Os pacientes chegam às farmácias principalmente com receita do Centro de Triagem”, ele pontua.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Variação dos preços 

Conforme o Sincofarma, os preços de medicamento estão estabilizados neste momento, após passar uma variação com aumento acima de 100% no início da pandemia. O álcool em gel é exemplo conhecido. 

Há cerca de um ano, órgãos de defesa do consumidor fiscalizavam a venda de frasco com menos de 1 litro por até R$ 80, nos meses em que foi recomendado por médicos como preventivo ao contágio. 

“Muitas empresas passaram a ofertar álcool em gel durante a pandemia. Hoje, temos fracos que vão de R$ 1 a R$ 30, dependendo do tamanho e da marca do produto”, disse Hamilton. 

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A mesma flutuação ocorreu com as caixas de máscara, que nas primeiras semanas da chegada do novo coronavírus ao Brasil chegaram a ser vendidas por até R$ 200 – valorizada pelo crescimento da demanda e a escassez de estoque. Hoje, a média de preço estaria em R$ 49. 

A ivermectina, que antes da pandemia tinha preço tabelado de R$ 27, hoje está sendo vendida por R$ 19. Já os anticoagulantes tiveram aumento, passaram de R$ 290, antes de março de 2020, para até R$ 330 atualmente. 

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