Conheça as Irmãs do Vale: as freiras que cultivam maconha com fins terapêuticos

Elas não são freiras tradicionais, ainda que em sua origem estiveram relacionadas com o catolicismo

Um dos assuntos mais controversos da atualidade envolve as qualidades terapêuticas da maconha que, usada de modo correto, consegue, entre outras coisas, apaziguar dores agudas de pacientes com cânceres malignos, ou prevenir a alta frequência de ataques epilépticos em crianças.

Diversos mercados estrangeiros estão abrindo suas legislações não somente para o uso medicinal da droga, mas também o uso recreativo. Entretanto, nos EUA, alguns estados já permitem que organizações fabriquem produtos derivados da maconha.

Uma destas é uma organização assentada em Merced, Califórnia, integrada e dirigida por mulheres com uma característica especial: vestem hábito, assim como freiras católicas.

Conhecidas como as “Irmãs do Vale“, elas não são freiras tradicionais, ainda que em sua origem estiveram relacionadas com o catolicismo. Elas se definem como “freiras anárquicas”, à moda de Santa Escolástica, irmã gêmea de São Bento de Núrsia, fundador dos monges beneditinos e pai do monaquismo.

Escolástica foi contrária à tradição patriarcal da Igreja Católica e ela mesma fundou o primeiro convento feminino da história, Piumarola, inspirado no modelo de seu irmão. O trabalho das Irmãs do Vale é mais distante da institucionalidade e é inspirado em Santa Escolástica porque igualmente são contrárias às normas tradicionais por um propósito nobre: levar alívio a outros, neste caso, sob a forma de analgésicos a base de maconha produzidos artesanalmente.

As própria freiras cultivam, colhem e processam a planta para elaborar pomadas, tônicos, óleos e outros auxiliares terapêuticos.

Confira algumas imagens do cotidiano das freiras: