Comércio fecha 2020 no positivo sustentado por produtos para a casa

Dados do IBGE mostram que materiais de construção e artigos farmacêuticos foram itens mais consumidos no ano da pandemia

(Foto: Ednilson Aguiar/O LIVRE)

Mesmo com o fechamento da maior parte dos estabelecimentos por mais de quatro meses, o comércio de Mato Grosso encerrou 2020 com resultado positivo. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram crescimento de 1,2% no acumulado de janeiro a dezembro. 

O resultado, ainda que bem abaixo do registrado em outros anos, é mais animador do que a previsão inicial, que apontava para um ano no negativo. Conforme o IBGE, 2020 foi de oscilação constante para o comércio. 

Por exemplo, as vendas em dezembro ficaram 6,1% abaixo das de novembro. No histórico normal, os números seriam invertidos. As festas de Natal e Ano Novo tendem a impulsionar as compras. 

Contudo, o superintendente do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF), Igor Cunha, diz que os números poderiam ser piores, se o auxílio emergencial não tivesse ajudado a desacelerar a queda. 

“A variação mensal do volume de vendas foi negativa de 4,8%, no entanto, a variação interanual foi de 3,8%, em dezembro, e fechou o ano com um aumento de 4%. Já no comércio varejista ampliado se repetem os mesmos comportamentos: um decréscimo de 2,9% no índice mensal e um aumento de 0,9% no acumulado do ano”, ele explicou. 

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

O que mais vendeu?

Os dados de IBGE indicam ainda que tipos de produtos os mato-grossenses mais consumiram durante a pandemia. A compra de livros, jornais, revistas e papelaria, por exemplo, caiu 30,6% em relação a 2019. 

A aquisição de roupas e calçados também não esteve no topo da lista de consumo. O movimento do setor caiu 22,7%. Equipamentos e materiais para escritório também registraram saldo negativo de 16,2%.  

Por outro lado, o resultado positivo foi sustentado por compra de produtos relacionados à casa. A venda de materiais de construção cresceu 10,8%, móveis e eletrodomésticos (10,6%). 

A lista é fechada por artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que cresceram 8,3%; hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (4,8%); e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%). 

LEIA TAMBÉM

Use este espaço apenas para a comunicação de erros





Aceito que meu nome seja creditado em possíveis erratas.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorEike Batista é condenado a 11 anos de prisão por crimes contra a economia
Próximo artigoDetrans às claras!