Com discurso de “Estado enxuto”, Selma Arruda espera se filiar até a próxima semana

Foto: Ednilson Aguiar/O Livre

A juíza Selma Rosane Santos Arruda, atualmente no comando da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, já sinaliza o lado do espectro político para o qual deverá se encaminhar a partir da próxima semana. Selma espera conseguir sua aposentadoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso antes do dia 07 de abril, prazo da Justiça Eleitoral para desincompatibilização. A tendência é que Selma seja candidata a deputada federal nas eleições de outubro.

“Tem muita coisa para mudar. Nós precisamos de uma reforma tributária decente, que não onere tanto as pessoas. Precisamos de um Estado mais enxuto. O Estado, quando é muito grande, muito cheio, ele facilita a corrupção. Quando tem muita gente, é muita gente fazendo nada e, além de ineficiente, ele fica pesado, caro e corrupto”, disse a juíza.

Selma prestou depoimento como testemunha do Caso dos Grampos na segunda-feira (26) na 11ª Vara Especializada da Justiça Militar. A magistrada teria sido induzida a erro ao autorizar interceptações telefônicas contra uma ex-secretária e uma ex-amante do ex-chefe da Casa Civil Paulo Taques na Operação Forti, que investigava o crime organizado nos presídios do Estado.

Na saída de seu depoimento, a juíza conversou com jornalistas e disse acreditar na possibilidade de eleger-se sem se envolver em casos de corrupção.

“Podem me chamar de ingênua, mas eu tenho vontade de provar para as pessoas que é possível chegar lá de maneira limpa, sem caixa 2, sem negociatas, sem ficar devendo favores, sem ter que depois fazer leis para beneficiar determinadas categorias”, disse. “Vou tentar chegar. Se chegar, bem. Se não, fico em casa”, afirmou a magistrada.

A assessoria jurídica do Tribunal de Justiça emitiu, na sexta-feira (23), um parecer favorável à aposentadoria da juíza. Aos 55 anos de idade, a magistrada é sondada por diversos partidos, já tendo recebido convite oficial do Partido Social Liberal (PSL), do pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro.

Na 7ª Vara Criminal, Selma ficou conhecida por julgar casos de desvio de dinheiro público envolvendo diversas figuras da política mato-grossense. Apesar de deixar algumas ações ainda sem sentença, a juíza lembrou condenações dadas a pessoas como o ex-governador Silval Barbosa, o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Geraldo Riva, o empresário Alan Malouf e outros.

Ainda na expectativa de que sua aposentadoria seja autorizada pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rui Ramos Ribeiro, a juíza evitou cravar seu projeto político e seu destino. “É uma reflexão bem profunda que eu só vou poder fazer a partir do momento em que eu decidir para onde eu vou”, disse Selma.

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