Segurança Pública gastou 83% a mais com combustível em junho

Aumento da frota, retomada das atividades noturnas e, sim, o preço dos combustíveis impulsionaram o acréscimo

(Foto: Ednilson Aguiar/ O Livre)

Em julho, os gastos com combustível da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) aumentaram 83%, em relação ao mesmo período do ano passado. O acréscimo foi motivado por vários fatores, entre eles o aumento da frota, a retomada das atividades noturnas nas cidades, mas, principalmente, o preço do combustível.

O coronel Rony Barros explica que todos os anos é feita uma previsão do custo com combustível. Tanto para 2021, como para o ano passado, a Segurança Pública reservou R$ 30 milhões para esta finalidade. Na composição do valor, é acrescentada uma margem extra para evitar um processo burocrático complexo, o que pode comprometer uma atividade essencial.

No ano passado, gastou-se menos que a previsão: R$ 22 milhões, ou seja, uma economia de 26%. Já para 2021, o coronel acredita que o dinheiro vai ser suficiente, mas prefere não garantir, por conta das variações do mercado.

É que em julho do ano passado, pagava-se pelo etanol de R$ 2,39 a R$ 3,49 por litro. No mesmo mês deste ano, o valor tem variado entre R$ 3,95 e R$ 5,57.

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre )

Sendo assim, a média do custo por litro passou de R$ 2,94 para R$ 4,76, o que representa um aumento de 61%.

Vale ressaltar que a variação de preço tem relação com a localidade em que o produto é comprado. Quanto mais longe da Capital mato-grossense, Cuiabá, mais expressivo é o valor na bomba.

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Como é feita a compra

O coronel explica que é feita uma licitação para a compra do produto, o que resulta em economia, já que a quantidade e a concorrência influenciam os valores oferecidos pelos empresários. No entanto, o contrato prevê revisões, conforme o aumento dos custos.

Além do etanol, as variações foram vistas nos demais tipos de combustíveis. No caso da gasolina, o valor cobrado em 2020 (junho) variava de R$ 3,84 a R$ 4,75. Neste ano, no mesmo período, passou para o intervalo de R$ 5,19 a R$ 6,92.

Sendo assim, a média do custo do litro da gasolina passou de R$ 4,29 para R$ 6,05, perfazendo um acréscimo de 41%.

Foto: Assessoria Polícia Civil de Mato Grosso

Seguindo a mesma lógica de cálculo, feita a partir do mesmo mês, temos o diesel S-10, que saiu de valores na faixa de R$ 3,23 e R$ 4,15 para R$ 3,23 e R$ 5,99. Desta forma, a média foi de R$ 3,69 (junho/2020) para R$ 5,34 (junho/2021), ou seja, um aumento de 44%.

Não é só o preço do combustível

Em abril deste ano, o gasto com combustíveis da Sesp teve 42% de aumento em relação ao mesmo mês do ano passado. Em junho, chegou a 83%.

Segundo o coronel Rony Barros, outros fatores precisam ser considerados além do preço do produto. Um deles é o aumento da frota. No ano passado, eram 2.464 viaturas e, este ano, são 2.617.

Outra questão são as atividades noturnas. No ano passado, devido à pandemia, muitas cidades fecharam bares, restaurantes e controlaram as atividades que poderiam resultar em aglomeração, diminuindo assim os patrulhamentos.

Com relação ao teletrabalho em alguns setores da Segurança Pública, o coronel disse que eles não impactam no gasto com combustível, porque não fazem uso constante dos veículos.

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