Candidatos ao governo de MT trocam indiretas e alfinetadas durante debate na TV

Candidatos foram mais amenos, comparando com declarações feitas à imprensa

(Foto: Ednilson Aguiar/O Livre)

Indiretas e algumas alfinetadas entre os candidatos ao Governo do Estado estiveram presentes no primeiro debate na televisão da campanha deste ano, realizado nesta quinta-feira (30) pela TV Vila Real. Apesar disso, a temperatura não subiu muito ao longo do confronto, que acabou sendo mais ameno em relação às trocas de farpas via imprensa protagonizadas pelos candidatos nas últimas semanas. O postulante Arthur Nogueira (Rede) foi o mais enfático nas críticas e questionamentos.

O governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB) chegou a perguntar para o candidato do Rede sobre o combate ao crime organizado. Arthur disse que seria preciso a integração das forças. “Se for preciso até mesmo com as forças nacionais”. Foi logo depois disso que ele alfinetou o tucano.

Sem mencionar o escândalo das escutas clandestinas, conhecidas como Grampolândia Pantaneira – e que atinge o atual Governo do Estado, sob comando Taques -, Arthur chegou a dizer que, se for eleito, “a Segurança Pública não será usada para coisas escusas”.

Arthur usou o candidato Mauro Mendes (DEM), que está com um uma bota imobilizadora, para ironizar a demora nos atendimentos da rede pública estadual de Saúde. “Se Mauro Mendes dependesse do SUS estaria esperando até hoje na fila”.

Mauro Mendes, quando estava ouvindo do candidato pelo Psol Moisés Franz uma pergunta sobre corrupção,  soltou: “Tome cuidado com o que vai falar, porque tem muitas fakenews [notícias falsas]”.

O concorrente, por sua vez, disse em seguida que há a divulgação de uma possível CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar funcionários fantasmas na Secretaria Municipal de Saúde na gestão de Mendes. “Não vou debater uma possível CPI que foi publicada em um pequeno site. Não respondo a nenhum processo. Nem eu e nem meus secretários”.

Wellington Fagundes, candidato pelo PR, perguntou a Taques se ele ia apontar quem o traiu durante seu governo. O tucano, contudo, foi evasivo ao responder o questionamento do republicano. “Você quer que eu cite pessoas, mas eu quero falar com os cidadãos”.

O candidato do PR em um determinado momento da pergunta disse: “o senhor é governador do Estado…”. Taques logo disse: “graças a Deus”. O tucano ainda disse que ex-aliados queriam “leitinho e ficaram frustrados. Essas pessoas ficaram bem frustradas e vão continuar, pois vamos continuar no caminho certo”.

Moisés Franz perguntou ao governador e candidato à reeleição: “como o senhor dorme com esses problemas na Saúde?”. Em resposta, Taques disse que os problemas na área são antigos, mas que investimentos foram feitos. “Mas precisamos melhorar mais”.

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