Billy Espíndola apresenta a guitarra de cocho em show gratuito do novo EP

Rock cuiabano, groove pantaneiro praiano, misturado a regionalidade da viola de cocho, o ganzá e o mocho, com referências na cultura hip hop e hard core. É assim que Billy Espíndola define seu novo trabalho e apresenta o EP Guitarra de Cocho neste sábado (16), às 20 horas, com show de lançamento gratuito no Ginásio Verdinho.

Vitral Estudio

Billy

Billy Espíndola

O roqueiro cuiabano conhecido pela invenção do instrumento inusitado, foi buscar na tradicional viola de cocho o símbolo do amor pela cidade. Na guitarra elétrica ele expressa seu comportamento rock’n roll. O projeto começou a ser idealizado durante a Copa do Mundo de 2014, quando o artista se apresentou com sua banda para os gringos e conterrâneos durante um festival de Cururu e Siriri. “Eu fui buscar a identidade local que eu queria passar para toda essa gente que esteve aqui”, conta ele.

Billy incluiu os componentes elétricos da guitarra no tradicional instrumento dos cururueiros, ideia que gerou uma repercussão surpreendente. Como resultado do sucesso, ele foi procurado pela Nissan para conduzir a Tocha Olímpica durante sua passagem por Cuiabá nas Olímpiadas de 2016. Na ocasião, o novo instrumento foi conhecido por músicos como Lenine e Zeca Baleiro.

No mesmo ano, a novidade também foi tema de documentário do maranhense cuiabano Dewis Caldas. “O nascimento da Guitarra-de-Cocho” foi exibido nas cidades de Leiria e Lisboa, durante o cinANTROP – Festival Internacional de Cinema Etnográfico e documental de Portugal e a produção premiada na categoria “Melhor curta-metragem internacional de língua portuguesa”.

Agora, as nove faixas do disco resumem um pouco desta trajetória em uma conjuntura que Billy considera crucial para a cidade. “A cultura cuiabana está em um grande momento, seja a mais moderna ou tradicional”, afirma. 

Em um momento favorável também está o Skate. “Um dos esportes que mais crescem na cidade, no Brasil e no mundo”. Também skatista e membro da Associação Mato-Grossense de Skate (AMTS), o músico homenageia sua paixão com a “Skatarra”, nova mistura que o artista fez do skate com a guitarra.

Não será à toa que o lançamento do disco acontece durante um campeonato de stake que agita o Verdinho. “Além do apelo a identidade cuiabana com a guitarra de cocho, o ‘skatarra’ transcende ainda o regional”. Com todos esses elementos, o artista resume sua arte pela sonoridade “guangueira”, comportamento característico da cultura alternativa de rua. “É uma união de todos os maloqueiros”, se diverte.

A apresentação do fim de semana abre o primeiro dos quatro shows que integram a turnê no estado. O projeto foi viabilizado pelo edital Circula-MT, da Secretaria de Estado de Cultura, e chega nas cidades de Rondonópolis, Tangará da Serra e Primavera do Leste. “É uma satisfação muito grande, porque de certa forma a gente conseguiu abraçar a diversidade da cultura cuiabana e mato-grossense. Agora o foco é o novo álbum e articular a turnê nacional”, revela.

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