Bebê morre após escorregar do carrinho e ficar preso em cinto

A criança chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu. Família atribui a morte a falta de UTI

Um bebê de apenas de dois meses morreu após escorregar de um carrinho de bebê e ficar preso pelo cinto de segurança em Sinop (500 Km de Cuiabá), no último domingo (19). A criança teria sido enforcada pelo equipamento de segurança.

O bebê A.V.S chegou a ser socorrido com vida e levado ao Hospital Regional pelo Corpo de Bombeiros. De acordo com o pai do bebê, os médicos informaram que ele teria tido duas paradas cardíacas, mas que o principal problema seria a falta de oxigenação.

“Minha filha poderia ter sido salva se tivesse uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para ela, já que o médico disse que estava com batimentos, só faltava mesmo respirar. Ela chegou a ser entubada, procuraram vaga em Sorriso e em Cuiabá, mas não tinha, e ficou tarde demais para minha filha. A dor é imensa”, disse o pai Raimundo Nonato Barbosa da Silva, que também é pai de outras duas crianças mais velhas.

“Eu vi os médicos fazendo de tudo para salvar a sua filha, mas sem a UTI ficou impossível”, completou.

O acidente ocorreu na rua João de Barros, no bairro Jardim das Nações III. A mãe da bebê de foi quem ligou na central de operações do Corpo de Bombeiros pedindo socorro. Enquanto o resgate seguia para o local, a atendente da central orientou a mãe, por telefone, a realizar manobras de primeiros socorros.

Outro lado
A diretoria do Hospital Regional de Sinop informa que a criança A.V.S deu entrada no Pronto Socorro do Hospital no dia 18 de março de 2018 às 10h30, em parada cardiorrespiratória por asfixia; foram realizadas manobras de reanimação cardíaca por 20 minutos, medicação conforme prescrição médica e às 10h50 a criança retornou a mostrar sinais vitais; a criança se manteve sob ventilação mecânica, cuidados e suportes intensivos em monitorização contínua e, nesse intermédio, foi acompanhada pela equipe de fisioterapia, enfermagem e equipe médica de plantão.

Devido ao quadro clínico grave, a criança evoluiu às 16h30 para nova parada cardiorrespiratória, onde novamente recebeu reanimação por mais 20 minutos, mas sem êxito, constatando assim o óbito às 16h50. É importante salientar que o Hospital Regional de Sinop não possui UTI pediátrica e que a equipe multidisciplinar fez o possível utilizando o leito de UTI, com a contribuição da UPA do município, na tentativa de oferecer o melhor suporte possível para o atendimento à criança.

A diretoria do Hospital Regional de Sinop lamenta profundamente pela perda de um bebê de forma tão súbita e se solidariza com o sofrimento da família.

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