Após tomar vacina contra a covid, grávida entra em trabalho de parto e médicos tentam salvar bebê

Defensoria Pública tenta vaga no SUS e na rede privada, para evitar morte de bebê que, por má-formação, precisa de cirurgia logo que nascer

A Defensoria Pública tenta agilizar, com urgência, vaga em UTI Neonatal com Centro Cirúrgico Pediátrico desde a noite dessa quinta-feira (13) para transferir uma grávida de sete meses e meio, que passou mal 24h após tomar a vacina contra a covid-19.

Além da antecipação do parto, o que torna o caso gravíssimo é que a criança, assim que nascer, deve passar por uma cirurgia que os médicos avaliam que deve ocorrer até as 12 horas desta sexta-feira (14).

A paciente está internada desde quarta-feira (12) no Centro de Obstetrícia do Hospital São Luiz, em Cáceres (220 km de Cuiabá), com perda de líquido amniótico. A defensora pública plantonista, Carolina Weitikiewic, entrou com uma ação de obrigação de fazer contra o Estado de Mato Grosso e o município de Araputanga, onde a paciente mora, após tentar a vaga administrativamente, sem sucesso.

Carolina explica que em Cáceres a paciente conta com vaga na UTI Neonatal, mas não há Centro Cirúrgico Pediátrico. O que coloca em risco a vida do bebê, que foi diagnosticado com má formação denominada “onfalocele”, que se caracteriza pela presença de órgãos, como intestino, fígado ou baço, fora da cavidade abdominal e recobertos apenas por uma fina membrana.

“Estamos correndo contra o tempo desde a noite de ontem para encontrar um local para o nascimento e a cirurgia, pois a médica que acompanha o caso afirma que, se a cirurgia for feita em Cáceres e depois o bebê tiver que ser transferido, as chances de sobrevida dele serão muito baixas”.

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A defensora lembra que todas as respostas para o pedido de transferência até o momento foram negativas, com a informação de que não existe leito no Sistema Único de Saúde (SUS) para atender ao caso.

Diante das negativas da Central de Regulação, Carolina protocolou a ação na Vara Regional de Araputanga, na qual pede que a gestante seja transferida para um hospital privado, em Mato Grosso ou no país, para que a vida dela e do seu filho sejam preservadas.

“Precisamos de uma decisão judicial que viabilize essa vaga, urgentemente, ou de uma decisão administrativa para resguardar a vida do bebê e da mãe”.

Enquanto a matéria era feita, a gestante entrou na sala de cirurgia para fazer o parto. “Não deu mais para esperar. O bebezinho vai nascer aqui. Agora vamos continuar tentando transferi-lo para uma UTI Neonatal, com um Centro Cirúrgico, e rezar para conseguir essa vaga”.

(Da Assessoria)

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