Taques promete não renovar o Fethab: “Quero acabar com a conversa sobre desvios”

O governador também criticou seus adversários rumo às urnas em outubro

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

Alvo de Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia Legislativa por desvios de finalidade do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab), o governador e candidato à reeleição Pedro Taques (PSDB) anunciou, em encontro dos candidatos 2018, realizado no Cenarium Rural nesta segunda-feira (03), que não irá renovar o Fethab 2 para o próximo ano. O fundo se encerra em 31 de dezembro deste ano.

“Quero afastar a conversa de que desviamos dinheiro do Fethab. Pegamos metade e pagamos operações de crédito de infraestrutura logística, estradas e pontes, não foi para o VLT [Veículo Leve sobre Trilhos], ou salário, senão fizéssemos isso, estaríamos no Cadin [Cadastro Informativo de créditos não quitados do setor público federal]. Para cada R$ 1, conseguimos R$ 3 de novas operações de crédito, para novas pontes e novas estradas”, explicou o governador.

Na oportunidade, o tucano também criticou seus adversários rumo às urnas em outubro. “Tudo que ocorre hoje em Mato Grosso é culpa do Pedro Taques. Os desinformados dizem que precisamos reduzir tamanho do Estado, eu também defendo a redução do Estado”.

Único candidato que contou com aplausos voluntários dos presentes durante o discurso, Taques disparou que a Copa do Mundo em Cuiabá foi um “erro histórico”. “Só devemos R$ 7 milhões e a maior parte dessa dívida são de obras da Copa. Temos capacidade de endividamento, mas não temos capacidade de pagamento. Eu não decidi fazer a Copa aqui, eu não decidi fazer o VLT. Aliás, quem decidiu não me apoia”.

O governador ainda continuou: “alguns dizem que afundei Mato Grosso, mas economizamos R$ 1,1 bilhão. Não extorquimos empresários para conseguir incentivos fiscais. Erramos, fomos muito afoitos no início do mandato, eu tenho consciência do mandato que exerci, mas arrumamos a casa e queremos continuar trabalhando, sem oportunismo, sem mentira e sem estar junto com aqueles que quebraram o Estado de Mato Grosso”.

Por fim, o governador ainda disse que sua campanha é mais simples, pois não fez caixa, numa indireta à delação que teria sido homologada no Supremo Tribunal Federal (STF) na qual supostamente é acusado de caixa 2 na campanha de 2014. “Não fizemos caixa porque caixa é crime”.

Segurança jurídica e direito à propriedade

Candidato ao Senado pela coligação “Segue em frente Mato Grosso”, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB) ponderou que, em sua opinião, o Brasil precisa estar ancorado em dois pilares para mudar: segurança jurídica e direito à propriedade.

“O conflito é criado pelo sistema político e ideologias. Há 30 anos estamos fazemos leis socialistas para um país capitalista e quando falamos em capitalismo parece que é preconceito. Não, é um sistema que dá certo no mundo. É somente esse sistema que pode dar oportunidade, não dá esmola. Não tem maior programa de inclusão social do que o emprego”, declarou o candidato.

Ele também criticou o que chamou de “festança da invasão”. Para o tucano, o invasor é bandido e tem que ir preso. “É preciso fazer uma lei para prisão coletiva dos invasores e prevendo que o policial que não tirar o invasor em 48 horas responda por crime de responsabilidade”.

Leitão defendeu ainda o corte de despesas no Legislativo, Judiciário, Ministério Público e Poder Executivo. “Vamos começar cortando da própria carne, mas é preciso chegar em todos”.

O parlamentar também cobrou a responsabilidade do eleitor e declarou que não é candidato para ser importante, mas sim para ser útil. “Se eu quisesse cargo seria candidato a deputado. Não quero fazer carreira em uma função”.

Ele ainda alfinetou a até então companheira de coligação, juíza aposentada e candidata ao Senado Selma Arruda (PSL), que na semana passada rompeu com o grupo e decidiu seguir a campanha independente. “O que eu mais preservo é a finalidade”.

A juíza aposentada, inclusive, não compareceu ao encontro promovido pela Famato, mas enviou nota com suas propostas.

Debate da Famato

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) realizou, na última segunda-feira (3), um encontro com os candidatos ao governo e ao Senado das três maiores coligações na disputa eleitoral em Mato Grosso. A primeira coligação a debater foi a aliança encabeçada por Mauro Mendes (DEM). Na sequência, a chapa de Wellington Fagundes (PR) e por fim a de Pedro Taques (PSDB).

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