ALMT vai instaurar CPI para investigar contrato da Rota do Oeste

Deputados querem investigar suposta falta de manutenção, apesar da cobrança de pedágio que renderia R$ 500 milhões ao ano

(Ministério da Infraestrutura)

Deputados estaduais devem instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar ações da concessionária Rota do Oeste em Mato Grosso. A ação vem sendo levantada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), que anunciou nesta quinta-feira (21) já ter conseguido assinaturas suficientes para abrir o inquérito. 

O processo de instalação avançou mais esta semana, após o senador Carlos Fávaro (PSD), que cobra a caducidade do contrato, ter anunciado que a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) negou uma proposta para controle acionária da BR-163, rodovia sob exploração da concessionária. 

Falta de manutenção

O foco da CPI deve ser o descumprimento de acordos contratuais da Rota do Oeste para a manutenção da rodovia na região Norte de Mato Grosso. Os serviços não estariam sendo executados, apesar da empresa manter a cobrança de pedágio e lucrar R$ 500 milhões ao ano.  

“[Há] alto número de acidentes, no sentido Posto Gil, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde [na BR-163]. É uma rodovia dentro do nosso Estado, que foi dada uma concessão, que está faturando mais de R$ 500 milhões, por ano, cobrando pedágio, que toda semana você vê um acidente, uma insegurança muito grande”, disse Russi.  

A comissão deve ser instalada nos próximos dias. O anúncio antecipa um prazo dado ao deputado estadual Gilberto Cattani (PSL) para conversar com a direção da Rota do Oeste. 

O Livre procurou a Rota do Oeste para com pedido de posicionamento sobre o assunto e foi informado de que a empresa irá se manifestar neste momento.

(Texto atualizado às 7h27 para acréscimo de informação)

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