Alimento de astronautas da Nasa, spirulina é cultivada em Mato Grosso

Cianobactéria é rica em proteínas e foi reconhecida na década de 1970 pela ONU como “alimento do futuro”

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconheceu em 1974 uma cianobactéria, até então pouco pesquisada, como “o melhor alimento para o futuro da humanidade”. Utilizada há centenas de anos pelos astecas, por exemplo, a spirulina vem revolucionando o mundo quando o tema é saúde e qualidade de vida.

Uma das provas da função nutritiva da spirulina está em seu uso pela Agência Espacial Americana, a NASA: a cianobactéria é utilizada para alimentação dos astronautas em missões espaciais devido seu alto poder nutritivo e imunomodulador (substância que atua no sistema imunológico). A spirulina também é componente utilizado pela própria ONU no combate às altas taxas de desnutrição, principalmente em países africanos.

Não é para menos. A cianobactéria contém alta concentração de proteína (entre 60% a 70%), aminoácidos, ferro, betacaroteno, vitaminas B12, B, E, e minerais. De forma conjunta, estes compostos fazem da spirulina uma fonte de nutrientes importantes para o bom funcionamento do corpo e também prevenção de doenças como o câncer.

É neste contexto que Mato Grosso se torna pioneiro no cultivo da spirulina em grande escala, de alta qualidade e 100% pura, por meio da Família Morais, liderada pelo empresário Reinaldo Morais e seu filho, Matheus Morais.

“Fizemos estudos por sete anos com os melhores engenheiros e cientistas da área, para avaliarmos a viabilidade do negócio no país e, principalmente, aqui em Mato Grosso. Ao longo destes anos pesquisamos como se daria este cultivo e como poderíamos ser pioneiros de um modelo de grande escala. Foram muitos estudos e pesquisas para se chegar hoje a melhor spirulina existente no mercado”, explica Matheus Morais.

E tem dado certo. A propriedade, localizada no município de Diamantino (184 km de Cuiabá), conta com a maior capacidade de produção da América Latina. Cultivada em água alcalina, também desenvolvida por meio de estudos com foco em uma cianobactéria completa e concentrada, a spirulina é alimentada com nutrientes de qualidade, e tem sua coleta feita diariamente.

Hoje, a Família Morais, por meio da empresa Spigreen, conta com mais de 800 funcionários e, em breve, lançará para todo país uma linha de produtos focada em melhor qualidade de vida, atuando em quatro frentes: saúde e bem estar; emagrecimento; performance e sênior.

A ideia, com a produção mato-grossense, é que a cianobactéria alcance o mercado nacional e, futuramente, até internacional. Com isso, a qualidade para o consumidor final terá impacto.

“Grande parte da spirulina consumida no Brasil atualmente vem de fora, de grandes mercados como o chinês e o tailandês. Os produtores, no entanto, não se preocupam com a qualidade em seu cultivo e também em seu processo de industrialização, onde a spirulina passa por um processo de extração de pigmentos e perde grande parte do seu valor nutricional. Assim, é exportado um subproduto desse processo, uma spirulina de má qualidade. Muitas spirulinas não chegam ao potencial nutritivo das nossas”, destaca Matheus.

Convenção

Para quem quiser conhecer a Spingreen e ter a oportunidade de empreender com os produtos da marca, o grupo fará uma Convenção no dia 23 de novembro, a partir das 14h, na Musiva. A entrada é gratuita e, durante o evento, serão lançados 12 produtos, além de diversas palestras sobre saúde e o alimento do futuro.

Mas, afinal, o que é uma cianobactéria?

Organismos fotossintetizantes que surgiram há três bilhões de anos na Terra. Essas são as cianobactérias. A datação foi confirmada pela ciência a partir de fósseis conhecidos como estromatólitos, que foram formados por esses micro-organismos. Por existirem há tanto tempo, acredita-se que as cianobactérias foram as responsáveis pela produção do oxigênio que se acumulou na atmosfera primitiva.

Elas também chamadas de algas azuis ou algas cianofíceas e são micro-organismos procariontes capazes de realizar fotossíntese, mas não apresentam fotossistemas organizados em cloroplastos. Por essa razão, elas são, muitas vezes, comparadas com bactérias e algas.

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