Roberto Podval, advogado de Dirceu e especialista em delações, firma parceria com escritório e vai atuar em Cuiabá

“A ideia agora é frequentar Mato Grosso, que é um estado muito importante”, diz o advogado

(Foto:Ednilson Aguiar/ O Livre)

O advogado criminalista Roberto Podval tournou-se célebre nas rodas de direito criminal tanto pela sua experiência no ramo como pelos seus clientes polêmicos. Ao longo de sua carreira, ele já esteve à frente de casos como o do ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula, José Dirceu, e do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, condenados por jogar do quinto andar a pequena Isabella Nardoni, de cinco anos, filha de Alexandre e enteada de Anna Carolina.

[featured_paragraph]Desde o início da Operação Lava Jato e suas congêneres, seu nome passou a figurar nos tribunais como defensor de alguns dos envolvidos nos escândalos. Além de Dirceu, na Lava Jato, ele também defende o lobista Mauro Marcondes Machado na Operação Zelotes, entre outros. Agora, com o aumento de casos similares no Estado, ele firmou parceria com o escritório Aude, Almeida & Sano Advogados, de Cuiabá, para a área criminal.[/featured_paragraph]

Um dos sócios é o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Mato Grosso Mauricio Aude. Na parceria, os defensores irão somar esforços no trabalho do escritório. “A ideia agora é frequentar Mato Grosso, que é um estado muito importante para o país”, disse Podval, em entrevista exclusiva ao LIVRE.

Podval é um dos maiores conhecedores do instituto da delação premiada no Brasil. Ao falar do assunto, ele destaca que essa é mais uma das formas que um acusado tem de se defender em um processo. “Amplia as possibilidades de defesa e, portanto, é uma ferramenta importante do direito”, disse.

Com escritório próprio em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Brasília (DF), Podval tem a fala tranquila e reforça a importância de parcerias, como a atual, para ampliar a base de atuação que ele consolidou nos grandes centros. Sobretudo pelas peculiaridades das cortes locais.

“As decisões locais são passagem, em certa medida, que acabam no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF), então a gente [escritório] tem sido procurado e também temos procurado por alguns parceiros pelo país”, contextualizou.

À frente de casos emblemáticos – e não necessariamente populares – Podval destaca a importância desses processos para a carreira do advogado. “Por já ter passado por tantos processos, tantos episódios, a gente acaba adquirindo mais conhecimento, mais vivência e isso ajuda”.

Clientes

Entre os clientes defendidos pelo advogado criminalista Roberto Podval estão, por exemplo, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella Nardoni, respectivamente.

Isabella morreu em março de 2008, aos cinco anos. O pai e madrasta foram acusados e condenados por jogar a menina pela janela do apartamento do prédio onde moravam, em São Paulo.

[featured_paragraph]Podval também atuou na defesa de Sérgio Gomes da Silva, acusado de ter participado do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel.[/featured_paragraph]

Quem também teve o criminalista como advogado foi o ex-ministro José Dirceu. Ele foi condenado a 30 anos e 9 meses de prisão no âmbito da Operação Lava Jato. Em junho de 2018 ele foi solto após uma votação da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal.

O ex-secretário de Comunicação do PT Marcelo Sereno, o ex-senador Luiz Estevão e Kia Joorabchian, representante do fundo MSI, também estão entre os clientes do criminalista que fechou parceria com escritório de direito em Cuiabá.

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