Vereadores querem emplacar CPI Sinal Vermelho, mas falta adesão

São necessárias nove assinaturas para a abertura da CPI e apenas cinco parlamentares aderiram

Semáforos inteligentes

Ainda faltam quatro assinaturas para que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Sinal Vermelho seja aberta na Câmara Municipal de Cuiabá. A vereadora que propôs a investigação, Maysa Leão (Cidadania), usou a tribuna nesta quinta-feira (13) para dizer que está fazendo um verdadeiro corpo a corpo para conseguir a adesão dos colegas.

“Estou ligando para os colegas e peço que pelo menos respondam dizendo que não vão assinar”, afirmou a vereadora.

O objetivo da CPI é investigar irregularidades na compra de semáforos inteligentes no valor de R$ 15,4 milhões. Do total, R$ 533 mil foram para aquisição de um software para a gestão do modal de transporte coletivo BRT, que sequer existe na capital.

A situação deu origem a uma operação policial chamada de Sinal Vermelho, que resultou no bloqueio de contas do então secretário Municipal de Mobilidade Urbana, Antenor Figueiredo, e da empresa em questão.

O caso foi amplamente divulgado pela imprensa e resultou na exoneração de Figueiredo, que foi substituído por Juares Saramaniego.

Atualmente, assinaram o pedido de requerimento da CPI os vereadores Dilemário Alencar (Podemos), que é coautor do pedido, Michelly Alencar (DEM), Coronel Pacolla (Cidadania), Rodrigo Arruda e Sá (Cidadania) e a autora Maysa Leão. E são necessárias nove assinaturas, ou seja, faltam quatro.

Muitos querem investigar, mas nem todos serão escolhidos

Já está aberta na Câmara uma CPI dos contratos, cujo autor é o vereador Chico 2000 (PL). O parlamentar disse na sessão da Câmara Municipal desta quinta-feira (13) que vai encaminhar um ofício para a Semob pedindo o contrato em questão para ser analisado com prioridade.

O posicionamento é questionado pelo vereador Dilemário Alencar, ele argumenta que a situação requer um trabalho focado neste contrato e com urgência para se dar uma resposta à sociedade.

“Eu espero que os vereadores da base do governo assinem. Porque eles que fizeram a proposição para a CPI dos medicamentos e toda a oposição assinou. Seria um contrassenso, porque comprar software para BRT foi muito batom na cueca”, declarou o vereador.

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