Tradição indígena é destaque em Shopping da Capital

Seja em pinturas, esculturas ou versos da poesia, a história brasileira tem diversos registros artísticos que reverberam as tradições milenares vividas por índios das mais variadas tribos

(Divulgação)

Nesta quinta-feira (09), é comemorado o Dia dos Povos Indígenas e, na ocasião, vale destacar que a cultura indígena é retratada há séculos pela arte. Seja em pinturas, esculturas ou versos da poesia, a história brasileira tem diversos registros artísticos que reverberam as tradições milenares vividas por índios das mais variadas tribos.

Em Mato Grosso, o artista Jonas Corrêa é conhecido pelo seu amplo repertório de esculturas indígenas – que vão desde a representação da Iracema, personagem icônico de José de Alencar, até a remontagem do índio Paiaguá que, valente, faz referência a uma das tribos indígenas que mais resistiram à colonização.

“As minhas esculturas indígenas são fruto de referências literárias, artísticas ou até mesmo das minhas vivências. De qualquer forma, é necessária uma perfeita exatidão nas pesquisas históricas para que a obra, de fato, transmita simbologias”, explicou o artista.

Além de ter a sua assinatura disseminada por entre os diferentes pontos da Capital mato-grossense, Corrêa tem boa parte de suas obras indígenas expostas no Shopping 3 Américas; relação que começou em 1995, há mais de 20 anos.

Alusões às três Américas – a do norte, sul e a central – foram feitas por meio de alguns dos personagens esculpidos pelas mãos de Corrêa e expostos no mall. Maia, escultura feita em 2015 e inspirada na personagem do filme “O Novo Mundo”, representa a América Central e pode ser contemplada na entrada do Cinépolis, na Praça de Alimentação do shopping.

De outro ângulo, na rua coberta do 3 Américas, é possível apreciar a representação do índio Bororó, que está de mãos dadas com Marechal Rondon.

“São narrativas ricas e, como artista, procuro mesclar a perspectiva histórica com a visão romântica. Ali, no paredão, é possível contemplar a história dos povos que habitavam Mato Grosso. Também é narrado, por meio da arte, o embate entre os colonizadores e as tribos Guaicuru e Paiaguá”, acrescentou o escultor.

O artista reforçou que tem como objetivo levar ao conhecimento do público o drama dos povos indígenas. A obra “O Pensador”, exposta no segundo piso do Shopping 3 Américas, é propositalmente uma crítica ao desmatamento causado pelo homem e um enaltecimento aos saberes indígenas. Jonas também deu crédito à visibilidade cultural cedida pelo mall.

“Acho que o movimento de levar a arte para o shopping foi muito bem sucedido no caso do 3 Américas, justamente por promover a divulgação de narrativas importantes para a nossa história e alimentar o imaginário do povo mato-grossense. Como artista, os meus olhos brilham ao saber que posso compor peças para expor aqui”, disse.

ÍCONES DO 3 AMÉRICAS

Recentemente, o Shopping 3 Américas anunciou os seus ícones oficiais, os três índios que representam cada um dos subcontinentes da América.

Os personagens estão diretamente relacionados à tradição local das Américas central, do norte e sul. Em votação aberta ao público e por meio de uma urna disponível na Praça de Alimentação, serão escolhidos os nomes de cada um dos personagens. Participe!

BEM DE PERTO 

Em 2018, o 3 Américas também reforçou o posicionamento “Bem de Perto”, que prioriza ações socioculturais, filantrópicas e cidadãs. A proposta expressa de forma objetiva a relação de proximidade estabelecida entre o Shopping e o público e tem a missão de estreitar o elo com os clientes.

 

Com Assessoria 

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